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SAÚDE

Pode fritar com azeite? Veja 8 mitos e verdades sobre o óleo

Ciência esclarece o que observar na hora de comprar e usar o azeite.

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Imagem ilustrativa da notícia Pode fritar com azeite? Veja 8 mitos e verdades sobre o óleo camera Mais do que buscar o produto mais suave ou mais intenso, o consumidor deve entender as características de cada tipo de azeite e adequá-las ao seu uso. | Reprodução / Magnific

O azeite é um dos ingredientes mais populares da cozinha brasileira, mas também um dos mais cercados de equívocos. Portanto, entender o que é fato e o que é mito sobre o produto pode fazer diferença tanto no sabor das receitas quanto na qualidade da alimentação.

O azeite é uma fonte de gordura monoinsaturada. Afinal, o ácido oleico é o principal componente do produto e está associado a um perfil lipídico considerado favorável dentro de uma dieta equilibrada.

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Azeites virgens e extra virgens, por sua vez, contêm compostos fenólicos com propriedades antioxidantes. Esses compostos surgem no processo de extração mecânica direta das azeitonas.

No entanto, a concentração varia conforme a variedade da fruta, o grau de maturação e as condições de produção.

Alguns mitos, porém, ainda persistem entre os consumidores. Confira os mais comuns:

Quanto mais picante, melhor

Falso! Afinal, picância e amargor são características sensoriais, não indicadores isolados de qualidade;

A cor verde intensa garante um produto superior

Falso! Pois a tonalidade varia conforme a variedade e o estágio de maturação da azeitona.

Só o extra virgem é saudável

Falso! Tudo depende de diferentes categorias do alimento, com usos distintos e igualmente válidos para encaixar na dieta de cada pessoa.

Amargor indica azeite estragado

Falso! Em versões virgens, o amargor pode ser uma característica natural e desejável.

Versatilidade

Sobre o uso na cozinha, o azeite é, de fato, versátil. Ele suporta refogados, assados e grelhados, desde que não seja exposto a temperaturas que gerem fumaça excessiva. Além disso, combina com muito mais do que saladas.

Os alimentos que aceitam bem o azeite incluem:

  • Legumes e verduras;
  • Massas e grãos;
  • Peixes e carnes;
  • Molhos e marinadas;
  • Algumas sobremesas.

A conservação também influencia diretamente a qualidade do produto. Luz, calor, oxigênio e tempo aceleram a deterioração do azeite. Por isso, após aberto, o frasco deve permanecer bem fechado e longe de fontes de luz e calor.

O que a ciência diz?

No campo científico, os dados são igualmente relevantes. Uma meta-análise publicada em 2024 pelo European Journal of Preventive Cardiology reuniu 30 estudos e mais de 2,7 milhões de participantes.

Os resultados encontraram associação entre maior consumo de azeite e menor risco de doenças cardiovasculares e mortalidade.

Finalmente, mais do que buscar o produto mais suave ou mais intenso, o consumidor deve entender as características de cada tipo e adequá-las ao seu uso.

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Dessa forma, o azeite cumpre seu papel como ingrediente versátil e parte de uma rotina alimentar equilibrada.

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