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ARTEFATO RARO

Tumba de jovem mulher revela tecido viking preservado há 1.300 anos

O fragmento de tecido encontrado no local trouxe novas informações sobre as roupas utilizadas pelas populações nórdicas daquele período.

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Imagem ilustrativa da notícia Tumba de jovem mulher revela tecido viking preservado há 1.300 anos camera Durante o processo de deterioração dos broches, sais metálicos foram liberados e alteraram a composição química ao redor das peças, dificultando a ação de microrganismos responsáveis pela decomposição. | Foto: Divulgação/Arkæologi Vestjylland

A conservação de tecidos ao longo dos séculos é considerada um fenômeno raro devido à fragilidade e à natureza orgânica desse tipo de material. Por isso, encontrar um vestígio preservado por cerca de 1.300 anos é uma descoberta especialmente significativa.

Um exemplo foi identificado no túmulo de uma jovem mulher da Era Viking. O fragmento de tecido encontrado no local trouxe novas informações sobre as roupas utilizadas pelas populações nórdicas daquele período e ajuda pesquisadores a compreender melhor os costumes e o cotidiano da sociedade viking.

A peça foi encontrada em Skonager, sítio arqueológico próxima a Varde, na Dinamarca. No entanto, o que há de especial nessa tumba são os dois broches de cobre e prata, conhecidos como broches scoop. Neles, pequenas peças de roupas sobreviveram à deterioração.

Como sobreviram por mais de mil anos?

Segundo a Archaeology Magazine, a corrosão dos adornos metálicos pode ter sido responsável pela preservação dos tecidos encontrados na tumba. Durante o processo de deterioração dos broches, sais metálicos foram liberados e alteraram a composição química ao redor das peças, dificultando a ação de microrganismos responsáveis pela decomposição.

Com isso, pequenos fragmentos de tecido que estavam posicionados tanto na parte frontal quanto na traseira de um dos broches permaneceram preservados por mais de 1.300 anos. A condição excepcional do material é considerada uma descoberta de grande relevância para a arqueologia.

Além de revelar detalhes sobre um período pouco documentado, o achado pode contribuir para uma nova compreensão sobre as roupas e os tecidos utilizados pelas populações vikings.

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O tecido viking de 1.300 anos

A preservação dos fragmentos de tecido encontrados nos dois lados do broche tornou a descoberta ainda mais relevante. As amostras representam tanto uma camada externa quanto outra que ficava mais próxima ao corpo da jovem, o que pode ajudar os pesquisadores a entender como as roupas da Era Viking eram confeccionadas e utilizadas.

A especialista em tecidos antigos Lise Ræder Knudsen explicou que os estudos ainda estão em andamento e que será necessário tempo até que seja possível chegar a conclusões definitivas. No entanto, a presença dos broches e de sinais de reparos nas peças levanta a possibilidade de que as roupas tenham sido reutilizadas e passado entre diferentes gerações.

Para confirmar essa hipótese, os pesquisadores precisarão comparar a datação dos restos mortais com a dos fragmentos de tecido encontrados na tumba. As amostras também podem fornecer informações sobre as cores utilizadas nas roupas do período, tanto no cotidiano quanto em práticas funerárias.

Apesar de o tecido preservado ser o principal destaque da descoberta, a jovem viking também é alvo de outras pesquisas. Especialistas analisam diferentes características dos restos mortais para tentar reconstruir aspectos de sua trajetória.

Entre os estudos estão análises da dentição e de isótopos presentes no organismo. Os resultados podem ajudar a estimar a idade da jovem e obter informações sobre saúde, alimentação, possíveis deslocamentos geográficos e situações de estresse enfrentadas ao longo da vida.

As pesquisas, portanto, podem ampliar o conhecimento não apenas sobre as vestimentas vikings, mas também sobre o cotidiano e as condições de vida das pessoas que viveram naquele período

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