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Tecnologia promete facilitar a vida de intolerantes à lactose

O processo consiste em um adesivo aplicado na pele que facilita a ingestão de lactose. Entenda!

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Imagem ilustrativa da notícia Tecnologia promete facilitar a vida de intolerantes à lactose camera o dispositivo foi desenvolvido para auxiliar pessoas com intolerância à lactose por meio da liberação transdérmica de lactase. | Foto: Reprodução

Antes de consumir alimentos com lactose, muitas pessoas recorrem a suplementos de lactase para evitar desconfortos digestivos. Agora, uma nova tecnologia promete tornar esse processo mais prático ao substituir os comprimidos por um adesivo aplicado na pele.

Chamado Dear Dairy, o dispositivo foi desenvolvido para auxiliar pessoas com intolerância à lactose por meio da liberação transdérmica de lactase. Diferentemente dos suplementos tradicionais, que levam a enzima diretamente ao sistema digestivo para atuar sobre a lactose ingerida, o adesivo utiliza a pele como via de administração, com a proposta de oferecer um suporte mais prolongado.

Adesivo de lactase

Composição e uso:

  • Produto: Dear Dairy, apresentado pela fabricante como primeiro adesivo transdérmico de lactase para intolerantes à lactose.
  • Composição: 2,5 mg de lactase, equivalente a 9.000 FCC por adesivo.
  • Aplicação: deve ser usado antes do consumo de alimentos com lactose.
  • Duração prometida: efeito estimado entre 8 e 12 horas, reduzindo a necessidade de tomar lactase em cada refeição.

Proposta do produto:

  • Oferecer suporte digestivo por meio da liberação transdérmica da enzima.
  • Unir praticidade, saúde e estilo de vida.
  • Adesivo desenvolvido para ficar visível na pele, com aparência semelhante a um acessório.

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Resultados divulgados pela fabricante:

  • 85% dos usuários: relataram pouco ou nenhum desconforto digestivo entre 2 e 4 horas após consumir laticínios.
  • 76%: perceberam redução de cólicas.
  • 72%: relataram menos náuseas.
  • 70%: observaram diminuição do inchaço.

Os resultados são baseados em um estudo de uso doméstico, com avaliação dos próprios participantes sobre os sintomas.

Tecnologia ainda carece de comprovação científica

Embora apresente uma proposta inovadora, o adesivo ainda desperta dúvidas entre especialistas. Isso porque a lactase precisa agir no trato gastrointestinal para decompor a lactose, e fazer com que uma enzima atravesse a pele em quantidade suficiente para produzir esse efeito continua sendo um desafio científico. Até o momento, não há estudos independentes que comprovem a eficácia da tecnologia. Os resultados divulgados até agora foram apresentados pela própria fabricante.

A intolerância à lactose ocorre quando o organismo produz pouca ou nenhuma lactase, enzima responsável por digerir o açúcar natural encontrado no leite e em seus derivados. Sem essa digestão adequada, a lactose chega ao intestino, onde pode provocar sintomas como gases, distensão abdominal, cólicas e diarreia. A intensidade do desconforto varia de pessoa para pessoa e depende da quantidade de lactose ingerida, da produção de lactase e das características da microbiota intestinal.

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