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ALVOS DO CRIME

Ford Ka é o carro mais visado por ladrões no Brasil; veja ranking

Levantamento aponta os 10 carros mais visados por criminosos no primeiro semestre de 2026; Chevrolet Onix e Volkswagen Gol aparecem na sequência.

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Imagem ilustrativa da notícia Ford Ka é o carro mais visado por ladrões no Brasil; veja ranking camera Ford Ka lidera ranking dos carros mais visados por criminosos no Brasil no primeiro semestre de 2026, seguido por Chevrolet Onix e Volkswagen Gol. | Divulgação/Ford

O Ford Ka lidera o ranking de carros mais roubados e furtados no Brasil no primeiro semestre de 2026. O modelo aparece à frente de Chevrolet Onix e Volkswagen Gol na lista elaborada pela Loovi Seguros, que reúne os dez veículos mais procurados por criminosos no período.

O levantamento mostra a predominância de modelos populares entre os alvos. A explicação está relacionada principalmente ao tamanho da frota circulante e à procura por peças de reposição, fatores que podem tornar esses veículos atrativos para grupos especializados em desmanche e comercialização ilegal de componentes.

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VEJA O RANKING DOS CARROS MAIS ROUBADOS E FURTADOS

Confira a lista dos dez modelos apontados pela Loovi:

  1. Ford Ka
  2. Chevrolet Onix
  3. Volkswagen Gol
  4. Hyundai HB20
  5. Renault Sandero
  6. Fiat Argo
  7. Renault Logan
  8. Fiat Uno
  9. Fiat Palio
  10. Volkswagen Voyage

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POR QUE OS CARROS POPULARES ATRAEM CRIMINOSOS?

De acordo com a Loovi, a grande quantidade de veículos populares circulando pelas ruas contribui para aumentar a demanda por peças. Esse mercado pode ser explorado por criminosos que atuam com desmanche e venda clandestina de autopeças.

Modelos mais antigos ou que deixaram de ser produzidos também podem despertar interesse. É o caso do Ford Ka, que deixou de ter produção nacional após a saída da Ford do país.

Com uma frota ainda numerosa e a necessidade de manutenção desses veículos, peças de reposição continuam sendo procuradas, o que pode criar espaço para o comércio ilegal.

FURTOS JÁ SUPERAM OS ROUBOS DE VEÍCULOS

Apesar da presença dos carros populares entre os principais alvos, os dados nacionais apontam uma redução geral nos crimes contra veículos.

Segundo informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), foram registradas 10,7% menos ocorrências de roubos e furtos de veículos em 2025 na comparação com o ano anterior. Em 2024, foram contabilizados 345.503 casos. Considerando a proporção por 100 mil veículos, a redução chegou a 14,3%.

A queda, porém, não ocorreu da mesma maneira entre roubos e furtos. Os registros de roubos, que envolvem violência ou grave ameaça contra a vítima, recuaram 20,6%. Já os furtos tiveram redução de 10,6%. Com isso, os furtos passaram a representar a maior parcela das ocorrências: foram 203.949 casos, contra 104.491 roubos.

SÃO PAULO CONCENTRA MAIOR NÚMERO DE OCORRÊNCIAS

A distribuição dos crimes também varia conforme o tamanho da frota de cada estado. São Paulo aparece na liderança em números absolutos, com 112.358 registros em 2025, concentrando mais de um terço das ocorrências contabilizadas no país, segundo dados reunidos pelo FBSP.

Quando o cálculo considera a quantidade de veículos em circulação, porém, a liderança passa para o Rio de Janeiro, que registrou uma taxa de 516,8 ocorrências para cada 100 mil veículos.

Uma das explicações para o crescimento proporcional dos furtos está na menor exposição dos criminosos. Enquanto o roubo exige uma abordagem direta da vítima e envolve violência ou ameaça, o furto pode ocorrer quando o proprietário está distante do veículo.

O FBSP aponta que a expansão das câmeras de monitoramento, o policiamento ostensivo e o uso de tecnologias forenses aumentam as chances de identificação dos autores e de prisão em flagrante em casos de roubo.

VENDA DE PEÇAS PEÇA INTERNET VIRA NOVO DESAFIO

O combate ao comércio ilegal de peças é considerado uma das estratégias para reduzir a atratividade dos furtos e roubos de veículos. Isso porque a existência de compradores para componentes e veículos de origem criminosa ajuda a manter o mercado ilegal lucrativo.

A legislação também provocou mudanças no setor. Em São Paulo, a Lei Estadual nº 15.276/2014, conhecida como Lei dos Desmanches, foi seguida pela Lei Federal nº 12.977/2014. As medidas contribuíram para o fechamento de milhares de estabelecimentos clandestinos físicos e ajudaram na redução das taxas de crimes relacionados a veículos.

O cenário, entretanto, ganhou uma nova dificuldade com a expansão do comércio eletrônico. Peças podem ser anunciadas em plataformas de vendas e redes sociais, muitas vezes sem que seja simples identificar a procedência do produto. Para o FBSP, a ausência de um monitoramento digital mais efetivo pode reduzir parte dos resultados alcançados pela fiscalização tradicional.

O desafio agora é ampliar o combate ao mercado clandestino também para o ambiente virtual, acompanhando os canais utilizados para oferecer peças e outros produtos de origem ilícita.

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