Há negociações no futebol que deixam de ser uma questão entre clubes e passam a repousar, exclusivamente, na decisão de quem calça as chuteiras. Ou seja, quando cifras, interesses institucionais e projetos esportivos entram em consenso, o desfecho deixa de depender de dirigentes e passa a ser definido pela escolha individual do protagonista.
É exatamente esse o estágio atual da situação envolvendo o Clube do Remo, o Botafogo e o meia uruguaio Diego Hernández. Segundo apuração da reportagem do DOL, os dois clubes já chegaram a um entendimento sobre os valores da transferência definitiva, com o time paraense formalizando sua proposta e obtendo a aceitação dos cariocas.
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Com isso, o impasse que antes travava a negociação mudou de foco. Neste momento, a concretização do acordo depende exclusivamente do sinal positivo do jogador e de seus representantes, que analisam as condições apresentadas.
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A indefinição sobre o futuro do meia uruguaio ganhou forma após a saída do executivo Marcos Braz, que conduzia as tratativas. Antes disso, os clubes haviam alinhado um modelo de negócio que previa o pagamento de cerca de 200 mil dólares, além da transferência em definitivo do lateral-direito Kadu Santos, revelado na base azulina, em uma operação estimada em 800 mil dólares. Com a mudança no comando das negociações, não se sabe se essas bases foram mantidas para o acordo fechado nesta semana.

VALORIZAÇÃO SALARIAL
Enquanto os bastidores seguem sem solução, outros fatores aumentam a complexidade do cenário. O bom desempenho do uruguaio desde o acesso à primeira divisão, conquistado no fim da temporada passada, ampliou sua visibilidade e despertou interesse de clubes estrangeiros. Ao mesmo tempo, há a expectativa de que o jogador busque uma valorização salarial compatível com o novo status.
Nesse sentido, ainda de acordo com uma fonte, o Remo colocou na mesa um contrato considerado financeiramente atrativo e dentro do padrão praticado por clubes que disputam a Campeonato Brasileiro Série A. A proposta inclui valorização compatível com o momento vivido pelo atleta, que ganhou projeção após a campanha do acesso no ano passado e o início da atual temporada.
PRESSA AZULINA
Vale lembrar que o vínculo de empréstimo com o Botafogo é válido até junho, o que reforça a necessidade de uma definição em curto prazo. Internamente, a diretoria azulina mantém otimismo, mas adota cautela, ciente de que, apesar do acordo entre os clubes, a palavra final agora pertence ao camisa 33 e ao seu staff.
Enquanto isso, o ambiente no Estádio Evandro Almeida (Baenão) segue em compasso de espera, à espera da resposta que poderá confirmar, ou não, a continuidade de um dos nomes mais marcantes da recente retomada azulina.
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