No futebol, a paciência e a persistência muitas vezes se confundem com arte: um toque certo, um chute que desafia a sorte, um instante em que tudo parece conspirar a favor. É nesse jogo de detalhes que se constrói o caráter de um time, ensinando que cada tentativa conta e que o acerto muitas vezes nasce da coragem de arriscar.
Foi exatamente esse espírito que guiou o Paysandu neste domingo (1º), na Curuzu, ao vencer o Capitão Poço por 1 a 0. Nos minutos finais do primeiro tempo, Kleiton Pego arriscou de fora da área e marcou o gol que definiu a partida, dando ao time bicolor a recompensa de quem persiste.
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A ORDEM É FINALIZAR SEMPRE
O técnico Júnior Rocha destacou que a orientação principal à equipe é finalizar sempre que houver oportunidade. Para ele, insistir nas conclusões aumenta a probabilidade de acerto, seja por falhas do goleiro, desvio inesperado ou até mesmo pelo gramado. "A ideia é que o jogador não hesite. A finalização é sempre uma chance de mudar o resultado, e hoje funcionou com o Kleiton", disse.
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O treinador também ressaltou a evolução do jovem Kleiton Pego, que vem aprimorando sua finalização mesmo atuando aberto nas pontas e buscando o drible. "Ele estava sendo conhecido mais pelo jogo pelas beiradas do que pelo chute, mas se dedicou nos treinos. Nos últimos dias, trabalhou finalizações em duas oportunidades adicionais", comentou Rocha.
FOCO NA TUNA LUSO ANTES DO RE-PA
Quanto ao clássico Re-Pa, marcado para o próximo domingo (8), Júnior Rocha manteve os pés no chão e garantiu que o foco do Paysandu está no próximo confronto, contra a Tuna Luso, na quarta-feira (4). "O nosso foco único é a Tuna. Não quero nem saber de Re-Pa agora. Vamos jogo a jogo, nos adaptando à cidade, à filosofia e à metodologia de trabalho. No início dá vontade até de chorar, porque o atleta precisa entender o modelo. Cada um vem com seus vícios, e queremos que eles não pratiquem os nossos. É doloroso, mas todo ano é assim, ainda mais com elenco novo", ressaltou.
A respeito do bom início de Parazão, com 100% de aproveitameno após duas rodadas, o treinador também fez questão de deixar claro que o Paysandu ainda está muito longe do ideal. "O momento é de construção. Cada jogador chega com hábitos diferentes, e precisamos alinhá-los à nossa filosofia. Isso é doloroso, mas essencial, especialmente com um elenco reformulado. Nosso olhar é jogo a jogo”, concluiu.
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