No mês em que se comemora o Dia Mundial da Reciclagem, mulheres que dedicam as vidas à coleta de materiais recicláveis ganham destaque com uma iniciativa inédita. O livro "Mulheres que Reciclam o Futuro" apresenta 25 histórias de catadoras de diferentes estados do Brasil, revelando trajetórias de coragem, superação e resiliência, além do impacto do trabalho delas na preservação ambiental e na economia circular.
Segundo o Movimento Nacional de Catadores e Catadoras de Recicláveis (MNCR), mulheres representam cerca de 70% dos 800 mil trabalhadores do setor no Brasil. Produzido pela Rede Educare e patrocinado pela Novelis por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o livro será lançado no dia 20 de maio, em Brasília, e estará disponível gratuitamente para download no site da Rede Educare, além de poder ser adquirido em versão física.
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Para Eunice Lima, diretora de Comunicação e Relações Governamentais da Novelis América do Sul, as histórias apresentadas mostram que a reciclagem vai muito além do material e pode transformar vidas. "É um orgulho apoiar uma iniciativa que reconhece as catadoras como agentes essenciais da preservação ambiental e da criação de um presente e futuro mais sustentáveis. Juntas, ao lado de mais 800 mil pessoas, elas impulsionam a economia circular no país e transformam resíduos em oportunidade, renda e dignidade", destaca.
A escritora Viviane Mansi foi responsável por registrar as histórias das catadoras, com atenção à escuta e sensibilidade. A fotógrafa Magali Moraes dá corpo visual às narrativas, aprofundando a percepção sobre a vida dessas mulheres e desconstruindo estigmas. “Muitas vezes, a gente está distante dessa realidade e tem menos empatia simplesmente por não conhecer. O livro tenta fazer essa conexão entre o que se imagina e o que é real, para provocar um olhar mais cuidadoso e empático sobre essas mulheres", explica Mansi.
Um dos realtos é de Maria Trindade Santana de Araújo, de 53 anos, de Anajás, no Marajó. Aos 32, ela encontrou na catação de recicláveis uma forma de sobreviver e proteger o filho após fugir da violência de um companheiro. “Eu inaugurei o lixão catando material reciclável e resto de comida para sobreviver”, lembra Trindade, que hoje é presidente da Associação Cidadania para Todos e referência no movimento de catadores do Pará.
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Outra trajetória presente no livro é a de Dulce Vale, de Goiânia, que começou a reciclar aos 40 anos, depois de perder o emprego como secretária. Mãe solo, ela hoje preside a Central e Forte e reforça a importância das cooperativas para dar oportunidade e apoio a mulheres que enfrentam barreiras no mercado de trabalho. “Quando você é mulher, já existem muitas barreiras para conseguir um trabalho. Aqui na cooperativa, a gente consegue conciliar, conversar, se apoiar. Por isso tem tantas mulheres. Aqui a gente encontra oportunidade e consegue seguir trabalhando, mesmo com as dificuldades do dia a dia", reforça.
Serviço
Livro Mulheres que Reciclam o Futuro
Lançamento: 20 de maio de 2026 - Salão Nobre da Câmara dos Deputados | 11h30 | Brasília
Download gratuito: www.redeeducare.org
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