O drinque mais conhecido do Brasil, que atravessou décadas até se tornar um símbolo nacional, teria surgido durante a epidemia de gripe espanhola com fama de remédio caseiro. Essa é uma das versões resgatadas pelo jornalista e escritor Dias Lopes no livro Caipirinha, previsto para ser lançado no fim de maio, em São Paulo.
De acordo com a pesquisa do autor, a bebida teria aparecido entre 1918 e 1920, no interior paulista. Naquele período, uma mistura de limão, alho, mel e cachaça era utilizada para aliviar os sintomas da gripe. A troca da água pela cachaça teria acontecido justamente para reforçar os efeitos da receita popular.
Com o passar dos anos, a combinação deixou de ser vista apenas como medicinal. O alho acabou retirado, o açúcar substituiu o mel e o gelo trouxe um toque mais refrescante ao preparo. Segundo Dias Lopes, foi nesse processo de transformação que nasceu a versão da caipirinha conhecida atualmente.
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O autor ainda destaca que a bebida passou por uma evolução importante na década de 1950, quando ganhou preparo mais padronizado, limão sem sementes e características próprias que ajudaram a consolidar sua popularidade. Desde então, a antiga receita caseira se tornou um dos coquetéis mais tradicionais do país.
Para Dias Lopes, o sucesso da caipirinha está na simplicidade dos ingredientes presentes no dia a dia dos brasileiros: limão, açúcar, cachaça e gelo. A combinação equilibrada entre o sabor cítrico, o toque doce e o teor alcoólico teria sido essencial para transformar o drinque em um dos maiores símbolos da identidade tropical do país.
Segundo o livro, a versão mais próxima da receita atual foi consolidada nos anos 1950 pelo italiano Fabrizio Guzzoni, criador do restaurante e hotel Ca’d’Oro, em São Paulo. Foi ele quem definiu elementos que se tornaram clássicos no preparo, como o uso do copo old fashioned, do limão-taiti e das pedras de gelo, ajudando a popularizar o modelo conhecido hoje.
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