Há noites em que o silêncio parece absoluto, mas qualquer ruído fora do lugar é suficiente para virar a chave do medo. Em bairros residenciais, onde a rotina costuma ser previsível e os sons noturnos se repetem, um barulho inesperado pode transformar tranquilidade em tensão. Foi em um desses instantes, quando tudo indicava apenas mais uma noite comum, que um episódio fora do padrão quebrou a normalidade e colocou uma moradora diante de uma cena difícil de explicar à primeira vista.
Na noite da última terça-feira (3), a psicóloga Lucélia Pires Targino, de 38 anos, viveu momentos de pânico ao perceber que o carro da família havia dado partida sozinho dentro da garagem de sua casa, no bairro Alto Umuarama, em Uberlândia (MG). Sozinha na residência, acompanhada apenas do cachorro, ela ouviu o barulho do motor e, ao verificar o que acontecia, constatou que o veículo se deslocava sem qualquer condutor.
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As câmeras de segurança registraram toda a sequência. Primeiro, o carro se moveu bruscamente para trás. Minutos depois, voltou a avançar, desta vez em direção ao portão.
Lucélia chegou a sair de casa, telefonar para o marido - que estava viajando - e conferir se o freio de mão estava acionado. Estava. Mesmo assim, cerca de seis minutos depois, o veículo voltou a se mover de forma contínua, derrubou o portão da garagem e invadiu a rua, só parando ao atingir o meio-fio do outro lado da via.
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Em choque, a psicóloga tentou intervir. Abriu a porta do motorista, entrou no carro e tentou frear, mas não conseguiu conter o avanço. Após o impacto, visivelmente abalada, precisou da ajuda de vizinhos para desligar a bateria e recolocar o veículo na garagem. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido.
VEJA O VÍDEO:
CRISE DE CHORO E NOITE SEM DORMIR
Lucélia, que é a segunda proprietária do automóvel, um Onix 2014 com câmbio manual, afirma que nunca havia passado por situação semelhante em cinco anos de uso. Abalada emocionalmente, ela relata ter entrado em crise de choro logo após o ocorrido e admite que, mesmo diante de explicações técnicas, mantém dúvidas pessoais sobre o episódio.
"Não consegui dormir, fiquei um pouco insegura. Só consegui dormir mesmo quando já era dia, fora que deu trabalho, terminamos de colocar o portão por volta de 2h da manhã (de quarta-feira, 4). Depois fiquei me questionando o porquê de ter acontecido isso comigo", revelou.
EXPLICAÇÃO TÉCNICA
O caso chamou atenção também pelo aspecto mecânico. Segundo o engenheiro eletricista Jorge Paulo, o motor de combustão não chegou a funcionar. O que entrou em ação foi apenas o motor de partida, conhecido como arranque, que pode receber energia indevida em casos raros de falha elétrica. Quando isso ocorre com o carro engatado, o veículo pode se deslocar lentamente, sem aceleração e sem controle.
Entre as possíveis causas estão defeitos no comutador da ignição, no módulo eletrônico da carroceria, em relés elétricos ou até no próprio motor de partida. Embora incomum, o especialista afirma que a situação pode acontecer e alerta que, nesses casos, não se deve tentar parar o carro manualmente, para evitar acidentes mais graves. Quanto à forma como o veículo estava estacionado, o engenheiro reforça que o procedimento adotado por Lucélia foi correto: freio de mão acionado e marcha engatada.
CARRO ESTÁ À VENDA "COM ESPÍRITO E TUDO"
Apesar dos esclarecimentos, a experiência foi suficiente para mudar a relação da psicóloga com o automóvel. "Existe a explicação técnica, que eu acredito que faz sentido também. Mas eu sou uma pessoa muito espiritualizada. Não estou falando que foi um fantasma, mas eu acredito que houve algo sobrenatural, sim", afirmou.
Lucélia conta que, mesmo antes do episódio, a ideia de se desfazer do carro já passava por sua cabeça. Agora, porém, a decisão está tomada. Ela afirma que não pretende mais manter o veículo, após o susto vivido na garagem.
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