O bronzeamento artificial com câmaras que emitem radiação ultravioleta pode aumentar o risco de câncer de pele, incluindo o melanoma, considerado um dos tipos mais agressivos da doença. O alerta ganha destaque após a morte de uma britânica de 30 anos que utilizou equipamentos de bronzeamento por cerca de uma década, desde a adolescência.
Segundo a dermatologista Giselle Parente Souza, a radiação ultravioleta emitida por esses equipamentos pode alterar o DNA das células da pele e favorecer o desenvolvimento de tumores. Além do câncer, o procedimento pode causar queimaduras, manchas, envelhecimento precoce, perda de elasticidade e lesões oculares. "O bronzeamento não é um sinal de saúde: ele é uma resposta da pele à agressão provocada pela radiação ultravioleta", explica a especialista.
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"O bronzeamento artificial realizado em câmaras que emitem radiação ultravioleta representa um risco importante para a saúde da pele. Essa radiação pode provocar danos ao DNA das células, favorecendo alterações que, ao longo do tempo, podem levar ao desenvolvimento do câncer de pele, inclusive o melanoma", acrescenta Giselle.
Bronzeamento artificial pode causar câncer?

Além do risco de câncer, a exposição à radiação ultravioleta pode provocar queimaduras, manchas, envelhecimento precoce, perda de elasticidade e lesões oculares. Para Giselle, é importante mudar a percepção de que a pele bronzeada representa saúde. "É importante entender que o bronzeamento não é um sinal de saúde: ele é uma resposta da pele à agressão provocada pela radiação ultravioleta", alerta a dermatologista.
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A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), classifica os equipamentos de bronzeamento que emitem radiação ultravioleta como cancerígenos para seres humanos. O risco é especialmente preocupante quando a exposição começa cedo. "Estudos demonstram que o risco de melanoma é ainda maior quando a exposição começa na adolescência ou no início da vida adulta", afirma Giselle.
No Brasil, o uso de câmaras de bronzeamento artificial com radiação ultravioleta para fins estéticos é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009.
Quais sinais na pele podem indicar câncer?
Pintas, manchas ou feridas que surgem ou mudam de aparência precisam de atenção. Uma das referências utilizadas para identificar possíveis sinais de melanoma é a regra do ABCDE: assimetria, bordas irregulares, cores variadas, diâmetro superior a seis milímetros e evolução, caracterizada por mudanças no tamanho, na forma ou na coloração.
A dermatologista também recomenda observar feridas que não cicatrizam, lesões que sangram espontaneamente e pintas que começam a coçar ou apresentam alterações. Ela ressalta, porém, que nem todos os casos de melanoma apresentam os sinais clássicos. "Qualquer lesão nova, diferente das demais ou em transformação deve ser avaliada por um dermatologista", orienta a especialista.
Quem já utilizou câmaras de bronzeamento deve fazer o quê?

Para quem já recorreu ao bronzeamento artificial, a recomendação é interromper a exposição e procurar avaliação dermatológica. Durante a consulta, é importante informar ao profissional por quanto tempo o procedimento foi realizado, a frequência das sessões e a idade em que o uso começou.
"A orientação é interromper a exposição e procurar avaliação dermatológica, informando ao médico o histórico de uso, especialmente quando houve exposição frequente ou iniciada na juventude", explica Giselle. Segundo ela, a necessidade e a frequência do acompanhamento devem ser definidas individualmente, considerando fatores como tipo de pele, histórico familiar e outras condições de risco.
A proteção solar também continua sendo importante. A dermatologista recomenda o uso de protetor solar com FPS 30 ou superior, roupas adequadas e evitar a exposição excessiva ao sol. Essas medidas ajudam a reduzir os danos causados pela radiação ultravioleta, embora não eliminem os efeitos de exposições anteriores.
Existe um limite seguro para o bronzeamento artificial?
A resposta da especialista é direta: não há um limite de exposição considerado seguro para o bronzeamento artificial com radiação ultravioleta.
"Mesmo sessões curtas não são isentas de risco, e os danos podem se acumular ao longo dos anos. A recomendação médica é não utilizar esses equipamentos para fins estéticos", afirma Giselle.
A dermatologista reforça que o diagnóstico precoce pode fazer diferença no tratamento, principalmente nos casos de melanoma. "Quanto mais cedo uma lesão suspeita é identificada e tratada, maiores são as possibilidades de um resultado favorável", conclui.
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