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RISCO GRAVE À SAÚDE

Trombose: veja os sinais de alerta, diagnóstico e tratamento

Celebrada em 13 de outubro, data reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de coágulos que podem causar complicações graves e até a morte.

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Imagem ilustrativa da notícia Trombose: veja os sinais de alerta, diagnóstico e tratamento camera Entenda a trombose: causas, sintomas, diagnóstico e prevenção. Aprenda a reconhecer os sinais e busque atendimento médico. Cuide da sua saúde! | Dragana_Gordic/Magnific.com

O Dia Mundial da Trombose, lembrado em 13 de outubro, chama a atenção para uma condição que pode passar despercebida, mas representar um risco grave à saúde. A doença ocorre quando um coágulo sanguíneo se forma dentro de um vaso e dificulta ou bloqueia a circulação.

Segundo informações do Ministério da Saúde, a trombose pode provocar dor e inchaço, além de evoluir para complicações potencialmente fatais, como a embolia pulmonar.

A trombose venosa profunda é uma das formas mais conhecidas da doença e costuma atingir veias profundas, principalmente nas pernas e nas coxas. O problema pode surgir após cirurgias, períodos prolongados de imobilidade ou situações que aumentam o risco de formação de coágulos. Procedimentos ortopédicos, oncológicos e ginecológicos estão entre os contextos que exigem atenção especial.

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Um dos maiores perigos ocorre quando parte do coágulo se desprende e percorre a corrente sanguínea até alcançar outro órgão. Quando isso acontece nos pulmões, a condição é chamada de embolia pulmonar e pode provocar falta de ar súbita, dor no peito e outras manifestações graves. Sem atendimento adequado, a complicação pode levar à morte.

Sinais de alerta

A trombose venosa profunda pode não apresentar sintomas em algumas pessoas. Quando os sinais aparecem, geralmente estão relacionados à região afetada e incluem dor, inchaço, vermelhidão, aumento da temperatura da pele e sensação de rigidez muscular.

O Ministério da Saúde alerta para a necessidade de observar mudanças repentinas, como o surgimento de inchaço em uma perna ou o agravamento de um desconforto já existente. Calor localizado e vermelhidão também podem indicar a presença de um coágulo e precisam ser avaliados por um profissional de saúde.

Alguns sintomas podem indicar uma complicação mais grave. Falta de ar súbita, respiração acelerada, palpitações, desmaio, tosse com sangue e dor no peito ou nas costas exigem atendimento médico de emergência, pois podem estar associados à embolia pulmonar.

Quem tem maior risco de desenvolver a doença?

Pessoas submetidas a cirurgias, especialmente de joelho e quadril, e pacientes que sofreram fraturas ou outros traumas estão entre os grupos que merecem atenção. A imobilidade prolongada também pode favorecer a formação de coágulos, já que a circulação sanguínea fica prejudicada durante longos períodos sem movimento.

Outros fatores podem aumentar o risco, como o uso de anticoncepcionais hormonais, a gestação e situações clínicas que favorecem a coagulação. De acordo com o Ministério da Saúde, a incidência entre pessoas de 20 a 40 anos é um pouco maior nas mulheres, principalmente pela exposição a fatores como anticoncepcionais e gravidez. No entanto, homens também podem desenvolver trombose.

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A doença pode ser classificada como aguda ou crônica. Na forma aguda, o organismo pode dissolver o coágulo naturalmente, embora isso não elimine o risco de complicações e não dispense avaliação médica. Já a trombose crônica pode deixar sequelas nas veias e comprometer o funcionamento das válvulas responsáveis pelo retorno do sangue ao coração.

Essas alterações podem causar inchaço persistente, varizes, escurecimento e endurecimento da pele e, em casos mais avançados, feridas nas pernas.

Diagnóstico e o tratamento

A investigação começa com uma avaliação clínica, na qual o médico analisa os sintomas, o histórico de saúde e os fatores de risco do paciente. Para confirmar ou descartar a suspeita, podem ser solicitados exames como ultrassonografia vascular com Doppler e exames de sangue. Dependendo do caso, outros métodos de imagem também podem ser necessários.

Quando o diagnóstico é confirmado, o tratamento deve ser iniciado prontamente, conforme a gravidade do quadro e as condições clínicas do paciente. Um dos principais recursos é o uso de anticoagulantes, medicamentos que reduzem a formação e a progressão dos coágulos e ajudam a prevenir novas ocorrências.

Em situações específicas, podem ser indicados outros tratamentos, como medicamentos para dissolver coágulos em casos graves, filtros na veia cava para pacientes selecionados e meias de compressão para auxiliar no controle do inchaço, conforme orientação médica.

A escolha da abordagem depende da avaliação individual. Por isso, não se deve utilizar medicamentos anticoagulantes ou adotar medidas específicas de tratamento por conta própria.

Prevenção

A prevenção envolve hábitos saudáveis e cuidados especiais em situações de maior risco. Manter-se fisicamente ativo, praticar exercícios regularmente dentro das próprias condições, evitar o tabagismo e controlar o peso são medidas que contribuem para a saúde vascular. A ingestão adequada de líquidos também é importante, especialmente em situações nas quais há risco de desidratação.

Durante períodos prolongados sentado ou deitado, movimentar as pernas e levantar-se quando possível pode ajudar a reduzir a imobilidade. Pessoas que passarão por cirurgias ou que apresentam fatores de risco devem conversar com a equipe de saúde sobre as medidas preventivas mais adequadas.

O uso de meias elásticas e de medicamentos para prevenir a formação de coágulos deve seguir orientação profissional, pois a necessidade e a indicação variam de acordo com cada pessoa.

O Dia Mundial da Trombose reforça que reconhecer os sinais e procurar atendimento rapidamente pode fazer a diferença. Embora nem todos os casos apresentem sintomas evidentes, a identificação dos fatores de risco, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir a possibilidade de complicações graves.

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