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SINAIS DE ALERTA

Oncologistas listam 7 sintomas de câncer mais ignorados

Perda de peso sem explicação, fadiga persistente e suores noturnos intensos estão entre os sinais que médicos pedem para não ignorar; diagnóstico precoce melhor

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Imagem ilustrativa da notícia Oncologistas listam 7 sintomas de câncer mais ignorados camera "Quanto mais cedo o diagnóstico, geralmente melhor é o prognóstico" | Reprodução/Shutterstock

Os casos de câncer vêm aumentando no mundo todo, sobretudo entre adultos com menos de 50 anos, e prestar atenção aos sinais que o corpo emite pode fazer diferença no desfecho da doença. Em entrevista ao HuffPost, dois especialistas norte-americanos listaram sintomas que costumam ser deixados de lado no dia a dia: Christopher Cann, oncologista e diretor executivo do programa de câncer em adultos jovens do Fox Chase Cancer Center, na Filadélfia, e Monisha Singh, oncologista gastrointestinal e ginecológica do Houston Methodist Hospital. Nenhum dos sinais abaixo significa, sozinho, um diagnóstico — mas todos merecem avaliação médica. "Quanto mais cedo o diagnóstico, geralmente melhor é o prognóstico", resume Singh.

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1. Perda de peso sem explicação

Emagrecer sem estar tentando pode indicar que algo não vai bem. A regra não vale para as flutuações normais da balança: Cann fala em perdas acima de 4,5 kg, de forma não intencional, ao longo de várias semanas ou meses. Segundo ele, isso pode sinalizar que o corpo está sob um nível considerável de estresse — e o câncer é uma das causas possíveis.

2. Fadiga crônica

O cansaço é um sintoma difícil de avaliar porque é extremamente comum na rotina de quem trabalha, cuida dos filhos e de pais idosos. "Gosto sempre de mencionar a fadiga", diz Cann. O ponto de alerta, segundo o oncologista, é quando o cansaço começa a atrapalhar o trabalho ou a qualidade de vida. Nesses casos, a orientação é procurar avaliação médica para entender a origem do quadro.

3. Alterações na micção

Homens que notarem mudanças ao urinar — sangue na urina, aumento da frequência ou jato mais fraco — devem conversar com um médico, orienta Singh. Na maioria das vezes, explica a oncologista, trata-se de hiperplasia prostática benigna, o aumento não cancerígeno da próstata. Ainda assim, ela alerta que não há como saber de antemão quando um tumor está por trás do sintoma.

4. Alterações nas fezes

Sangue nas fezes é o sinal mais conhecido, e ganhou peso com o aumento dos casos de câncer colorretal entre adultos jovens. Cann afirma que quem apresenta o sintoma merece ser avaliado por um gastroenterologista e, possivelmente, fazer uma colonoscopia. Em pacientes jovens, o sangramento costuma ser atribuído a hemorroidas — o que pode ser verdade, mas também pode mascarar um câncer de cólon. Singh acrescenta que fezes escuras também merecem atenção, porque podem indicar problema no esôfago ou no estômago. Mudanças persistentes no hábito intestinal, como prisão de ventre ou diarreia mais frequentes que o normal, inchaço e dor abdominal entram na mesma lista.

5. Dificuldade para engolir

Cann diz estar vendo cada vez mais diagnósticos de câncer de esôfago e de estômago. Quando engolir se torna mais difícil — não necessariamente doloroso —, é hora de procurar um médico e avaliar a necessidade de examinar o esôfago. Esses tumores podem estar relacionados ao consumo de álcool, ao tabagismo e ao refluxo ácido crônico, mas também podem surgir de mutações esporádicas, sem causa identificável.

6. Manchas novas na pele

Qualquer mancha, pinta ou caroço novo na pele deve ser mostrado a um dermatologista. Como lembra Singh, qualquer pessoa pode desenvolver câncer de pele, independentemente do tipo de pele ou do histórico familiar.

7. Suores noturnos intensos

Transpirar um pouco à noite é normal e também é comum na menopausa ou durante infecções respiratórias. O alerta é para o suor intenso, a ponto de exigir troca de roupa na madrugada. "Isso não é normal. É preciso falar com um médico", diz Singh, que cita o linfoma entre as possibilidades — ainda que, na maioria dos casos, a causa não seja grave.

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O que os médicos recomendam

Além de observar os sintomas, os dois oncologistas reforçam a importância de manter os exames de rastreamento em dia e adotar hábitos que reduzem o risco: não fumar, não vapear, limitar o consumo de álcool, praticar exercício físico e manter uma alimentação saudável. Singh orienta ainda que o paciente insista quando sentir que não está sendo ouvido, inclusive buscando uma segunda opinião. Cann resume a lógica: se algo parece fora do lugar, vale procurar avaliação — e, se não for nada, fica a tranquilidade de ter checado.

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