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SEGURANÇA E SAÚDE

Vai usar caneta emagrecedora? Saiba como identificar se é falsa

A aplicação de uma dose inadequada ou de um produto falsificado pode provocar reações adversas no organismo. Entenda!

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Imagem ilustrativa da notícia Vai usar caneta emagrecedora? Saiba como identificar se é falsa camera A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os medicamentos falsificados como uma ameaça crescente à saúde pública. | Foto: Magnific

Com eficácia comprovada no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, os medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida ganharam popularidade pelos resultados na perda de peso e pela ampla divulgação nas redes sociais. No entanto, esse crescimento também abriu espaço para um problema crescente: a circulação de canetas emagrecedoras falsificadas, comercializadas pela internet e por canais não autorizados como se fossem produtos originais.

Muitas pessoas se perguntam por que ainda não existem versões genéricas mais acessíveis de medicamentos como Ozempic e Mounjaro. A explicação está em um fator pouco conhecido pelo público, mas essencial na indústria farmacêutica: a proteção por patente. Enquanto ela estiver em vigor, apenas a empresa detentora dos direitos pode fabricar e comercializar o medicamento, o que impede a entrada de versões genéricas no mercado.

Por que a patente existe?

A patente farmacêutica é um instrumento legal que assegura à empresa responsável pelo desenvolvimento de um medicamento o direito exclusivo de produzi-lo e comercializá-lo por um período determinado. Essa proteção existe porque a criação de um novo remédio envolve anos de pesquisas, testes clínicos com milhares de participantes e investimentos que podem alcançar bilhões de dólares.

Enquanto a patente estiver em vigor, nenhuma outra fabricante pode produzir cópias autorizadas do medicamento. Por isso, quando uma substância ainda está sob proteção patentária, não há versões genéricas aprovadas e equivalentes disponíveis no mercado.

Esse aspecto é especialmente relevante no caso dos medicamentos mais recentes indicados para o tratamento da obesidade e do diabetes. Quando uma caneta é anunciada por um valor muito abaixo do praticado no mercado, sobretudo sem informações claras sobre sua procedência, é importante redobrar a atenção. O preço excessivamente baixo pode ser um indicativo de falsificação ou de comercialização irregular, representando riscos à saúde do consumidor.

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Risco de usar produto falsificado

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os medicamentos falsificados como uma ameaça crescente à saúde pública. Esses produtos podem apresentar quantidade insuficiente ou excessiva do princípio ativo, conter substâncias diferentes das informadas na embalagem, impurezas ou, em alguns casos, não possuir qualquer componente terapêutico.

No caso das canetas injetáveis utilizadas para o emagrecimento, os perigos são ainda mais preocupantes. A aplicação de uma dose inadequada ou de um produto falsificado pode provocar reações adversas importantes, como náuseas intensas, vômitos, desidratação e alterações metabólicas. Em situações mais graves, essas complicações podem exigir atendimento médico de urgência ou até internação hospitalar.

Outro risco importante é a contaminação durante a fabricação ou o armazenamento inadequado desses produtos. Medicamentos injetáveis exigem rigorosos padrões de qualidade, processos industriais altamente controlados e condições específicas de conservação. Quando esses requisitos não são cumpridos, a segurança do paciente pode ser seriamente comprometida.

Como se proteger e evitar usar um produto fasificado?

Para se proteger, tomar algumas medidas são fundamentais: adquirir medicamentos somente em farmácias e estabelecimentos autorizados, desconfiar de preços muito abaixo do praticado no mercado, evitar compras por redes sociais ou sites sem identificação clara e nunca utilizar produtos de origem desconhecida.

O maior interesse por novos medicamentos para emagrecimento é compreensível, mas a busca por alternativas mais baratas não pode colocar a saúde em risco. Quando falamos de medicamentos injetáveis, especialmente aqueles ainda protegidos por patente, segurança e procedência são aspectos tão importantes quanto a própria eficácia do tratamento.

Nenhum resultado na balança justifica o uso de um produto sem garantia de qualidade. Em medicina, o tratamento correto começa com uma decisão simples, mas fundamental: saber exatamente o que estamos colocando no nosso organismo.

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