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SAÚDE

Insulina glargina disponível em Belém: saiba como ter acesso

Medicamento é destinado a pacientes com diabetes que atendem aos critérios do Ministério da Saúde.

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Imagem ilustrativa da notícia Insulina glargina disponível em Belém: saiba como ter acesso camera Conheça como obter insulina glargina na rede municipal de Belém, critérios de acesso e documentação necessária. | Jonas Vila/Agência Belém

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), disponibiliza a insulina glargina na rede municipal de saúde. O fornecimento faz parte do programa do Ministério da Saúde (MS) que prevê a transição da insulina NPH para a insulina análoga glargina, contemplando inicialmente 1.550 pacientes que atendem aos critérios estabelecidos pelo governo federal.

Para essa etapa, cerca de 5 mil refis do medicamento foram distribuídos às Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A iniciativa amplia as opções de tratamento oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e busca facilitar o acompanhamento de pessoas com diabetes que se enquadram nos requisitos do programa.

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De acordo com a Sesma, Belém possui aproximadamente 57.248 pacientes com diabetes cadastrados no sistema e-SUS na Atenção Primária à Saúde. Parte desse público recebe acompanhamento pelo Programa Hiperdia, que oferece assistência às pessoas com doenças crônicas, incluindo diabetes e hipertensão.

Quem tem direito à insulina glargina?

O acesso ao medicamento nas UBSs contempla dois grupos de pacientes, conforme os critérios definidos pelo Ministério da Saúde:

  • Crianças e adolescentes a partir de 2 anos e menores de 18 anos com diabetes tipo 1;
  • Pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Pacientes de outras faixas etárias devem procurar o protocolo da Sesma, localizado na avenida Governador José Malcher, nº 2821, no bairro de São Brás, para receber orientações sobre os procedimentos de acesso ao medicamento.

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A coordenadora da Referência Técnica da Assistência Farmacêutica da Sesma, Elaine Suana, destaca a importância da iniciativa para o atendimento municipal.

“Representa um avanço importante para o cuidado das pessoas com diabetes. Estamos trabalhando para garantir o acesso ao medicamento para pacientes que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, contribuindo para a continuidade do tratamento e para uma melhor qualidade de vida”, afirma ela.

Quais são as vantagens da insulina glargina?

A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada, cuja cobertura pode chegar a aproximadamente 24 horas, dependendo das características do tratamento. Em geral, pode ser administrada uma vez ao dia, conforme a prescrição médica.

O medicamento também é disponibilizado em canetas aplicadoras, que podem facilitar o manuseio e a aplicação da insulina no dia a dia.

Já a insulina NPH tem ação intermediária e pode exigir mais de uma aplicação diária, conforme a necessidade clínica do paciente e a orientação profissional.

A escolha do tipo de insulina depende da avaliação individual. Por isso, os pacientes não devem substituir a NPH pela glargina nem modificar doses ou horários sem orientação da equipe de saúde.

Como ter acesso ao medicamento?

Os pacientes que fazem parte dos grupos contemplados devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação da equipe responsável e orientação sobre o acesso à insulina glargina.

Quem não se enquadra nas faixas etárias contempladas inicialmente deve buscar o protocolo da Sesma, em São Brás, para verificar os procedimentos aplicáveis ao seu caso.

A quantidade de refis fornecida a cada paciente depende da prescrição médica e das necessidades individuais do tratamento.

Quais documentos são necessários?

Para solicitar o medicamento, é necessário apresentar os seguintes documentos:

  • Prescrição médica: com validade de seis meses;
  • Laudo médico: contendo o Código Internacional de Doenças (CID), com validade de 12 meses;
  • Documento pessoal de identificação;
  • Comprovante de residência: em nome do beneficiário;
  • Cartão Nacional de Saúde (Cartão SUS).

Antes de procurar o serviço, a recomendação é conferir se os documentos estão atualizados e dentro dos prazos de validade.

Serviço:

  • Público contemplado inicialmente: crianças e adolescentes a partir de 2 anos e menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2, conforme os critérios do Ministério da Saúde.
  • Onde procurar: Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima.
  • Pacientes de outras faixas etárias: protocolo da Sesma, localizado na avenida Governador José Malcher, nº 2821, bairro de São Brás, em Belém.
  • Documentos: prescrição médica válida por seis meses, laudo com CID válido por 12 meses, documento de identificação, comprovante de residência em nome do beneficiário e Cartão SUS.
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