A investigação sobre a morte da bebê Helena Almeida, de 10 meses, ganhou um novo rumo após a divulgação do laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). O exame oficial descartou a ocorrência de violência sexual e apontou que a criança morreu por asfixia. Com a conclusão da perícia, a Polícia Civil reclassificou o caso como homicídio culposo, alterando a linha de apuração adotada desde o início das investigações.
O resultado da perícia foi divulgado nesta sexta-feira (17) pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS). Segundo o órgão, exames laboratoriais não identificaram álcool ou drogas no organismo da criança, nem vestígios de sêmen ou material genético dos dois homens presos durante a investigação. O laudo sexológico também concluiu que não houve qualquer indício de violência sexual.
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A suspeita inicial de estupro surgiu após um relatório elaborado pela equipe médica do hospital particular onde Helena foi atendida. O documento, assinado por médicos emergencistas pediátricos e cardiologistas, apontava lesões consideradas compatíveis com abuso sexual, o que levou à prisão em flagrante de Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, e Roberto Levy Magalhães, de 26 anos.
Com a conclusão dos exames periciais e o avanço das diligências, a Polícia Civil do Ceará informou que a investigação passou a tratar o caso como homicídio culposo, descartando, até o momento, a hipótese de estupro.
Helena morreu na última segunda-feira (13), após ser levada pela mãe, Ysabelle Rodrigues, a um hospital em Fortaleza. Em depoimento, a mulher contou que percebeu que a filha passava mal durante uma confraternização realizada em um apartamento e acreditou que a bebê estivesse engasgada.
Ela também relatou que conheceu Francisco Ray poucos dias antes do ocorrido e participou de uma festa de aniversário de familiares dele, sendo posteriormente convidada para uma reunião em um apartamento no bairro Dionísio Torres.
Segundo o depoimento, a mãe dormia em uma rede com a filha, mas levou a bebê para um quarto devido à tosse provocada pelo ar-condicionado. Ela afirmou que, após discutir com Roberto Levy, perdeu a consciência. Quando despertou, encontrou Helena em outra posição e disse ter visto Roberto sobre a criança. Em seguida, pegou a filha e saiu em busca de socorro, acreditando inicialmente que ela havia se engasgado.
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Os dois suspeitos permanecem presos preventivamente em celas separadas. A Polícia Civil informou que a investigação continua para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte da criança.
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