Certos times de crimes chocam não apenas pela forma como são cometidos, mas também contra quem são realizados, como no caso de crianças e adolescentes. Nesse sentido, combater a violência sexual infantojuvenil é um dever não apenas do Estado, mas da sociedade de um modo geral.
Nesta quinta-feira (12), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) e do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, deflagrou a operação "Lar Violado", na qual deu cumprimento de mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão contra um homem pelos crimes de estupro de vulnerável e produção de material pornográfico envolvendo adolescente em Belém.
A prisão ocorreu pela manhã, quando o investigado chegava ao seu local de trabalho. Após o cumprimento da ordem judicial, a equipe policial deslocou-se, junto do suspeito, até a sua a residência, onde foi cumprido o mandado de busca e apreensão, expedido no mesmo processo judicial.
O inquérito policial apura a prática do delito, no qual o homem é acusado de abusar sexualmente de sua enteada, uma adolescente criada por ele desde os três anos de idade. Segundo o delegado João Castanho, titular da Deaca CPC, os abusos ocorriam na residência. “As investigações indicam que os atos teriam ocorrido dentro do ambiente doméstico, um local que deveria ser de proteção e segurança, mas que foi violado pela conduta criminosa de uma figura de autoridade e confiança”, explicou.
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Durante a busca, foi apreendido o aparelho celular do autor, que será periciado para auxiliar nas investigações. A apreensão do telefone do suspeito é considerada uma peça chave para a produção de provas, uma vez que relatos anteriores indicavam a existência de um vídeo da vítima em seu aparelho.
O delegado também ressalta a importância da operação. "A Operação 'Lar Violado' reforça o compromisso inabalável da Polícia Civil em proteger nossas crianças e adolescentes, especialmente quando a violência parte de quem deveria zelar por elas. Não toleraremos que o ambiente familiar, que é o primeiro e mais sagrado porto seguro, seja transformado em cenário de crimes tão covardes. Continuaremos atuando de forma rigorosa para que os responsáveis por esses atos sejam devidamente responsabilizados perante a Justiça”, finalizou.
A Polícia Civil reitera a importância de que crimes como este sejam denunciados. A identidade das vítimas e denunciantes é sempre protegida e o sigilo é garantido. Denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181 ou, em casos de emergência, pelo 190.
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