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TERRA INDÍGENA MUNDURUKU

Menina atacada por onça no Pará segue em estado grave na UTI

Criança de 8 anos passou por cirurgia após sofrer ferimentos na cabeça e foi transferida de avião para o Hospital Regional do Tapajós

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Imagem ilustrativa da notícia Menina atacada por onça no Pará segue em estado grave na UTI camera Criança foi ferida enquanto buscava água em um igarapé na aldeia Cajual, localizada na Terra Indígena Munduruku, no último sábado (17/10). | Divulgação/Reprodução

A menina de oito anos atacada por uma onça enquanto buscava água em um igarapé próximo à aldeia Cajual, na Terra Indígena Munduruku, em Jacareacanga, no sudoeste do Pará, permanece internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do Tapajós, em Itaituba. O ataque ocorreu no último sábado (17/10).

Segundo relatos de moradores da comunidade, a criança havia ido ao igarapé a pedido da mãe. Ela sofreu ferimentos principalmente na região da cabeça e passou por uma cirurgia. Contudo, apesar do procedimento ter sido bem-sucedido, a menina continua sob cuidados intensivos devido à gravidade das lesões.

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Ainda segundo os relatos, ao ouvir os gritos da filha, o pai correu até o local e encontrou a onça agarrada à menina, mas, ao se aproximar, fez com que o animal a soltasse. Armado com um facão, ele passou a seguir o felino, enquanto a mãe voltou à aldeia para pedir ajuda aos moradores, que se juntaram à perseguição até a onça entrar em um buraco.

Após o ataque, a menina foi levada de volta à aldeia, onde aguardou socorro por cerca de uma hora, enquanto a equipe de saúde era acionada. O atendimento inicial foi realizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, que enviou um agente em uma voadeira, embarcação de pequeno porte comum na Amazônia. O avô da criança, que atua como agente comunitário de saúde indígena, também auxiliou nos primeiros cuidados.

Por conta da localidade de difícil acesso, o resgate da criança exigiu uma operação com transporte fluvial e aéreo. Depois de receber os primeiros atendimentos, a menina foi levada de voadeira durante uma hora e meia até o ponto onde um avião monomotor enviado pela Sesai aguardava para dar continuidade ao deslocamento.

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O voo até Itaituba, a aproximadamente 400 quilômetros de Jacareacanga, durou duas horas e 20 minutos. Na cidade, a menina foi encaminhada ao Hospital Regional do Tapajós, onde passou pelo procedimento cirúrgico.

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