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JULGAMENTO EM 2010

Delegada investigada por ligação com o PCC foi julgada por morte do ex

Maria Virgínia Grimwood Pinto é investigada por supostamente repassar informações sigilosas à facção e já foi absolvida em 2010 em um processo pela morte do ex

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Imagem ilustrativa da notícia Delegada investigada por ligação com o PCC foi julgada por morte do ex camera Acusações atuais ainda dependem da conclusão das investigações e da análise judicial das provas, sem relação com o resultado do processo em que ela foi absolvida em 2010. | Reprodução

Antes de ser presa por suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), a delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto, presa nesta quinta-feira (15/10), em Brasília, já havia sido investigada pela morte do ex-namorado, o inspetor da Polícia Civil Heldenilson Costa Holanda.

O episódio ocorreu em Belém, no ano de 2003. Durante um interrogatório realizado em abril de 2004, a delegada negou ter participado na morte e sustentou que o ex-companheiro havia tirado a própria vida.

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Sete anos após o ocorrido, em março de 2010, o caso foi levado ao Tribunal do Júri. Durante o julgamento, foram ouvidas três testemunhas de acusação e cinco de defesa, além da análise de laudos periciais sobre as circunstâncias da morte. Na ocasião, o próprio Ministério Público pediu a absolvição da acusada, por considerar que as provas reunidas eram insuficientes para sustentar uma condenação por homicídio.

Além disso, a defesa também sustentou que Maria Virgínia não havia cometido o crime e , após avaliar os elementos apresentados durante o processo, os jurados decidiram absolvê-la por maioria dos votos.

Investigação apura suspeita de ligação com o PCC

A prisão de Maria Virgínia desta semana no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília, ocorreu durante a Operação Sinalagma, coordenada pela Polícia Civil de Pernambuco, com apoio da Polícia Civil do Pará e participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

De acordo com o Ministério Público do Pará (MPPA), a delegada é suspeita de receber dinheiro para repassar informações sigilosas sobre atividades policiais e oferecer proteção institucional a integrantes do PCC.

Segundo as autoridades, uma das principais linhas de investigação envolve a ligação de Maria Virgínia com Renato Henrique do Carmo, conhecido como Gordão, apontado pelas como uma das lideranças da facção na região de Muro Alto, em Ipojuca, no litoral de Pernambuco, e preso desde janeiro de 2025, durante uma fase anterior da Operação Sinalagma.

Além disso, as autoridades também apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial. Entre as práticas investigadas estão o uso de documentos falsos, empresas e contas bancárias em nome de terceiros para movimentar recursos e dificultar a identificação da origem dos valores.

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Além da prisão da delegada, a operação desta quinta-feira incluiu também o cumprimento de dois mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão em Recife, Belém, São Paulo e Brasília.

Na capital paraense, os policiais fizeram buscas na residência de Maria Virgínia e no gabinete dela na Divisão de Polícia Administrativa (DPA), localizada na sede da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Pará, para encontrar possíveis documentos, equipamentos e outros materiais que possam contribuir para esclarecer os fatos.

Conforme o avanço das investigações, a delegada poderá responder por suspeitas de corrupção, violação de sigilo funcional e colaboração com organização criminosa, além de outras infrações eventualmente identificadas.

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