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Voo de Belém: passageiro urina em avião e expõe partes íntimas

Após o caso, o suspeito foi proibido de voar por seis meses e deve pagar multa de R$ 17,5 mil.

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Imagem ilustrativa da notícia Voo de Belém: passageiro urina em avião e expõe partes íntimas camera Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), foram registrados 881 casos de indisciplina no transporte aéreo entre janeiro e junho de 2026. | Reprodução / Magnific

Um passageiro perdeu o direito de voar por seis meses depois de expor a genitália e urinar em área comum durante um voo da Azul entre Belém (PA) e Campinas (SP).

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou o caso e aplicou multa de R$ 17,5 mil ao infrator. Esse é o primeiro caso de punição por ato gravíssimo de indisciplina desde a entrada em vigor da resolução da Anac, em 14 de setembro.

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Ainda assim, o passageiro tem direito de defesa no processo, mas a suspensão já está em vigor. O episódio aconteceu no dia 18 de setembro.

Segundo informações, o passageiro urinou na galley, espécie de cozinha da aeronave onde os comissários preparam alimentos e bebidas. A ato teria acontecido na presença de outros passageiros.

A tripulação interveio para interromper a conduta e, ao chegar ao destino, o homem foi conduzido à Polícia Federal.

A Azul enquadrou o ato como gravíssimo e comunicou à Anac e às demais companhias aéreas a inclusão do nome do passageiro na lista nacional de proibidos de embarcar, chamada de no-fly list.

Desde 14 de setembro, a Anac já registrou oito casos de indisciplina no total: sete classificados como graves e um como gravíssimo.

As novas normas da Anac estabelecem três níveis de punição:

  • Leve: orientação ao passageiro por comportamentos como ignorar instruções da tripulação, causar tumulto ou usar aparelhos eletrônicos proibidos;
  • Grave: multa de R$ 17,5 mil para quem agredir verbalmente funcionários, fumar a bordo, danificar equipamentos ou ameaçar tripulantes;
  • Gravíssimo: além da multa, suspensão do direito de voar por seis ou 12 meses e inclusão na no-fly list nacional.

Por outro lado, os dados mostram que o problema vem crescendo.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), foram registrados 881 casos de indisciplina no transporte aéreo entre janeiro e junho de 2026. Desse total, 154 tiveram impacto direto na segurança operacional.

Além disso, o número de ocorrências subiu 22% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Por isso, as novas regras foram publicadas como resposta ao aumento dos registros e visam coibir condutas que coloquem em risco passageiros e tripulantes.

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A no-fly list é compartilhada por todas as companhias que operam voos domésticos regulares no Brasil. Portanto, um passageiro suspenso fica impedido de embarcar em qualquer companhia aérea nacional durante o período de punição.

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