O advogado Marcos Pina, que representa a família de Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, revelou, em entrevista à RBA TV, detalhes sobre o laudo de necropsia que aponta as causas da morte da jovem, ocorrida após a realização de quatro procedimentos de cirurgia plástica em Belém.
Segundo o advogado, o documento elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML) aponta choque hemorrágico provocado por intenso sangramento e síndrome compartimental abdominal. O laudo foi entregue à autoridade policial na segunda-feira (31).
“A Giovanna morreu com muita dor e sangrando muito”, diz Marcos Pina. Durante a entrevista, o advogado afirmou que a família considera que os sintomas apresentados por Giovanna após as cirurgias deveriam ter recebido uma avaliação médica imediata.
De acordo com o relato apresentado pela família, Giovanna teria sentido dores intensas e apresentado episódios de vômito depois dos procedimentos. Ainda segundo o advogado, ela teria comunicado os sintomas à secretária do cirurgião, mas o médico não teria feito uma avaliação presencial naquele momento.
A família entende que os sinais apresentados no pós-operatório podem estar relacionados ao quadro hemorrágico identificado posteriormente na necropsia.
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Quatro procedimentos foram realizados
Giovanna havia sido submetida a quatro procedimentos: cirurgia nas mamas, abdominoplastia, lipoaspiração e enxerto de gordura.
O advogado sustenta que a investigação deve esclarecer o que ocorreu no período entre as cirurgias e a morte da paciente, principalmente diante dos sintomas relatados pela família e das causas apontadas no laudo do IML.
A identificação da causa da morte, no entanto, não significa, por si só, que tenha sido comprovada eventual responsabilidade criminal ou profissional. Essa conclusão depende da análise de todo o conjunto de provas e das investigações realizadas pelas autoridades.
Inquérito deve ser concluído nesta semana
Segundo o advogado, a expectativa é que a Polícia Civil conclua o inquérito até sexta-feira (4). A investigação deverá analisar as circunstâncias da morte e apontar se houve ou não responsabilidade de pessoas envolvidas no atendimento de Giovanna.
Após a conclusão, o procedimento deve ser encaminhado ao Ministério Público, que avaliará as provas e poderá adotar as medidas cabíveis caso entenda que existem elementos para responsabilização.
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A defesa da família afirma que espera que a investigação identifique quem teria responsabilidade direta ou indireta pela morte da jovem.
O caso continua sob investigação.
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