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Terço impede motociclista de ser degolado por linha de pipa no Pará

Homem escapou de ferimentos graves após linha atingir seu pescoço em São Miguel do Guamá. Uso de cerol e linha chilena é proibido no Pará.

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Imagem ilustrativa da notícia Terço impede motociclista de ser degolado por linha de pipa no Pará camera Um motociclista se salviu de um grave acidente com linha cortante devido a um terço e alerta sobre os perigos das pipas no Pará. | Reprodução

Um motociclista relatou ter escapado de uma tragédia por pouco na Rua Oswaldo Matos de Lima, em São Miguel do Guamá, no nordeste do Pará. O homem teve o pescoço atingido por uma linha de pipa enquanto trafegava pela via em uma motocicleta, mas afirma que um terço que usava no pescoço e o tecido sob o capacete evitaram que ele sofresse um ferimento fatal.

O caso reforça o alerta sobre os riscos provocados pelo uso de linhas cortantes, principalmente durante o período de férias escolares, quando aumenta o número de pessoas empinando pipas em áreas urbanas.

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Em vídeo gravado logo após o acidente, o motociclista mostra o terço rompido e relata o susto vivido.

"Negócio de pipa ia me fazer perder a vida agora. Sorte que eu vinha com esse terço no pescoço. Se não fosse isso e o tecido do capacete, eu estava morto", afirmou o motociclista.

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Segundo o relato dele, a linha atingiu diretamente a região do pescoço. O impacto rompeu o terço e também cortou o tecido que ele utilizava sob o capacete, reduzindo a força da linha antes que ela atingisse a pele.

Ainda nas imagens, o motociclista exibe a linha utilizada e faz um alerta: "Isso é crime. Tenham muito cuidado." Apesar do susto, ele não sofreu ferimentos graves.

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DOL

Uso de linhas cortantes é proibido no Pará

No Pará, o uso de cerol, linha chilena, linha indonésia e qualquer outro tipo de linha cortante é proibido pela Lei Estadual nº 9.597/2022.

A legislação considera linha cortante qualquer fio que tenha recebido substâncias capazes de aumentar seu poder de corte, como vidro moído, limalha de ferro, quartzo, óxido de alumínio ou materiais semelhantes.

Além do tradicional cerol, produzido com cola e vidro moído, a norma também proíbe a chamada linha chilena, considerada ainda mais resistente e perigosa devido à composição química utilizada em sua fabricação.

Multas para usuários e comerciantes

A legislação prevê punições tanto para quem utiliza esse tipo de material quanto para estabelecimentos que comercializam os produtos.

Quem for flagrado usando ou portando linha cortante pode receber multa equivalente a 50 UPFs-PA, atualmente em torno de R$ 250. Se o infrator for menor de idade, a responsabilidade pelo pagamento recai sobre os pais ou responsáveis legais.

Já comerciantes que venderem cerol ou linhas cortantes podem ser multados em 5 mil UPFs-PA, valor que supera R$ 5 mil, além de estarem sujeitos ao cancelamento da inscrição estadual em caso de reincidência.

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