A empreendedora paraense Lucyclea Lopes da Silva está entre os vencedores nacionais da 9ª edição do Prêmio Academia Assaí, iniciativa voltada ao reconhecimento de pequenos negócios do setor de alimentação de todo o país. À frente do "Égua do Migau", empreendimento que comercializa mingau de açaí, ela foi escolhida como uma das 20 finalistas regionais da premiação.
A seleção dos vencedores ocorreu após uma jornada de capacitação, com aulas, atividades práticas e apresentações dos negócios, avaliadas por especialistas. Na edição desse ano, a premiação contou com mais de sete mil inscrições de empreendedores de diferentes regiões do Brasil.
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Nascida no Pará, Lucyclea viu no açaí, alimento tradicional da cultura amazônica, uma oportunidade de geração de renda. O empreendimento funciona em um ponto fixo de venda e une a valorização da identidade regional com o objetivo de ampliar e fortalecer a estrutura da empresa.
Como uma das vencedoras regionais, a paraense terá acesso a uma premiação que inclui R$ 4 mil em cartão pré-pago, R$ 600 em vale-compras, um smartphone, consultoria individual e uma experiência de imersão em São Paulo, com atividades voltadas ao aprimoramento dos negócios.

A etapa regional também mantém os participantes na disputa pelas quatro vagas de vencedores nacionais. Os selecionados nessa fase receberão um novo investimento de R$ 15 mil para aplicar nos empreendimentos. Já o vencedor nacional da edição ganhará ainda uma premiação adicional de R$ 10 mil e uma assessoria especializada para apoiar o crescimento do negócio.
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Além de reconhecer iniciativas do setor alimentício, a premiação deste ano buscou destacar a presença de grupos historicamente menos representados no empreendedorismo. Segundo a organização, entre os vencedores regionais, 80% são mulheres, 65% se autodeclaram pretos ou pardos e 10% são indígenas.
De acordo com a gerente do Instituto Assaí, Thaís Melara, a escolha dos vencedores reforça a importância de dar visibilidade a empreendedores que mantêm pequenos negócios em funcionamento e evidencia o perfil diverso de quem movimenta o empreendedorismo alimentar no país. "Ver que a maioria dos vencedores é formada por mulheres e pessoas negras reforça a importância de criar oportunidades para fortalecer esses negócios e impulsionar seu desenvolvimento", disse.
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