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NEGLIGÊNCIA

Comércio de Belém: sobrecarga pode ter sido a causa de desabamento

Após desabamento em Belém, autoridades analisam causas e medidas de segurança para evitar novos acidentes.

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Imagem ilustrativa da notícia Comércio de Belém: sobrecarga pode ter sido a causa de desabamento camera A fachada de casarão histórico desabou e área é isolada no comércio de Belém. | Celso Rodrigues / Diário do Pará

Um dia após o desabamento parcial de um prédio histórico na rua Treze de Maio, no centro comercial de Belém, a principal preocupação das autoridades é eliminar o risco de novos desabamentos. Nesta terça-feira (7), equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e órgãos de trânsito permanecem no local acompanhando o início do escoramento da estrutura, etapa considerada essencial para a futura liberação da área.

Em entrevista para a RBATV, o secretário da Ordem Pública de Belém, Vitor Magalhães, disse que uma empresa contratada pelo proprietário do imóvel já iniciou os trabalhos de escoramento.

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"Desde ontem a área está isolada pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil. Hoje permanece do mesmo jeito. A empresa contratada pelo proprietário para fazer o escoramento do prédio já iniciou o trabalho. A gente está em cima dessa situação para que possa terminar o mais rápido possível", afirmou.

A expectativa é que a circulação de pedestres possa ser retomada antes da de veículos. "Possivelmente amanhã (quarta-feira, 08) a gente consiga liberar o espaço para lojistas e pedestres. Vai ficar um espaço nas calçadas; a área vai permanecer toda isolada e tapumada para que não venha causar risco à população", explicou.

Já para o trânsito, a situação ainda exige cautela. "Ainda não há previsão para os veículos, porque o escoramento vai pegar mais da metade da via. Vai ficar impossibilitado passar tanto quem vem pela Padre Eutíquio quanto pela 13 de Maio", ressaltou.

Defesa Civil aponta possível negligência

Durante a entrevista, Vitor Magalhães revelou detalhes ainda não divulgados sobre as condições estruturais do imóvel. Segundo ele, o prédio já havia sido vistoriado anteriormente pelo Corpo de Bombeiros.

"O Corpo de Bombeiros, há um tempo, já tinha feito uma vistoria no local e já tinha pontuado algumas situações no prédio", afirmou.

De acordo com ele, o proprietário chegou a contratar um engenheiro para avaliar a estrutura, mas as recomendações técnicas não foram executadas.

"Um engenheiro foi contratado pelo proprietário para fazer o levantamento de todos os pontos que estavam danificados dentro do prédio, só que foi negligenciado pelo proprietário", declarou.

A Defesa Civil também identificou um fator que pode ter contribuído diretamente para o desabamento. "Nós identificamos uma sobrecarga muito grande, acima do que o prédio podia suportar, e isso possivelmente pode ter sido a causa", afirmou.

RBA TV

Caso pode gerar responsabilização

Segundo Vitor Magalhães, o proprietário já havia sido formalmente notificado pelos órgãos competentes antes do desabamento. "O proprietário já foi notificado para tomar as providências. Ontem a seccional do comércio esteve no local e vai apurar o caso para instaurar o inquérito e criminalizar essa tragédia", disse.

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Vias sem previsão de serem liberadas

Segundo o diretor de trânsito, Isaías Reis, também em entrevista a RBATV, ainda não há previsão para a reabertura das vias interditadas. "A 13 de Maio ficou interditada entre a Avenida Portugal e a Campos Sales, e a Padre Eutíquio entre a Manoel Barata e a João Alfredo. Para pedestres, a 13 de Maio continua interditada no último quarteirão, entre a 7 de Setembro e a Campos Sales", explicou.

Para minimizar os impactos no trânsito, a orientação é que motoristas utilizem rotas alternativas. "Quem precisa chegar à Presidente Vargas deve utilizar a Rua Manoel Barata. Esse é o desvio mais próximo e mais tranquilo", orientou Isaías.

Apesar das interdições, os estabelecimentos que ficam antes da área de risco permanecem acessíveis. "As lojas imediatamente antes do evento, por ambos os lados, estão de livre acesso para proprietários e funcionários", afirmou o diretor.

Liberação depende do escoramento

O representante da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana destacou que o isolamento continuará até que os órgãos técnicos garantam a estabilidade da estrutura.

"A Defesa Civil junto com o Corpo de Bombeiros estão fazendo esse estudo. Hoje já deve iniciar o escoramento do prédio e só após a certeza da segurança, de que não há mais possibilidade de queda, a via deve ser liberada", disse.

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