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PERIGO À SAÚDE DOS ANIMAIS

Bosque alerta para os riscos de alimentar os macacos do espaço

Atualmente, o parque abriga cerca de 40 primatas divididos em dois bandos.

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Imagem ilustrativa da notícia Bosque alerta para os riscos de alimentar os macacos do espaço camera Parque orienta visitantes a não oferecer alimentos e destaca riscos à saúde dos animais e à segurança do público | Crédito: Secom

Em meio à rotina acelerada de Belém, um dos espaços mais tradicionais da capital paraense segue funcionando como refúgio de natureza, memória e convivência entre fauna e população. No interior do Bosque Rodrigues Alves, o som das árvores balançando se mistura aos passos curiosos dos visitantes e à presença constante dos pequenos primatas que vivem soltos pela área verde.

Ágeis, observadores e acostumados à movimentação humana, os macacos do Bosque se transformaram em uma das principais atrações do parque. Basta alguns minutos de caminhada pelas trilhas para encontrar visitantes tentando fotografar os animais ou se aproximar deles. Mas, por trás da cena aparentemente inofensiva, a administração do espaço faz um alerta diário: alimentar os primatas pode colocar em risco tanto os animais quanto o próprio público.

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Administrado pela Prefeitura de Belém, o Bosque mantém ações permanentes de conscientização para orientar visitantes sobre a convivência responsável com os animais silvestres. A principal recomendação é clara: não oferecer alimentos aos macacos.

Atualmente, o parque abriga cerca de 40 primatas divididos em dois bandos, que vivem em sistema semi-cativo e circulam livremente pela área florestal sob acompanhamento técnico da equipe ambiental. Entre as espécies mais conhecidas está o Saimiri collinsi, popularmente chamado de macaco-de-cheiro, frequentemente visto próximo às trilhas e áreas de visitação.

Segundo a direção do Bosque, os animais recebem diariamente alimentação balanceada e adequada às necessidades nutricionais da espécie. O problema surge quando visitantes oferecem doces, salgadinhos, biscoitos ou restos de comida, prática considerada perigosa para a saúde dos primatas.

A diretora do Bosque Rodrigues Alves, Ellen Eguchi, explica que o contato inadequado já provocou consequências graves ao longo dos anos.

“Esses animais têm uma dieta balanceada dentro do parque. Porém, as guloseimas são muito atrativas para os primatas. A possibilidade de transferência de doença para eles é muito grande”, afirma.

Ela destaca ainda que o espaço já registrou perdas de animais associadas ao comportamento inadequado de visitantes, incluindo casos de doenças como toxoplasmose, possivelmente relacionadas a alimentos contaminados oferecidos aos macacos.

Além do risco sanitário, a aproximação excessiva também pode provocar acidentes. De acordo com a direção do parque, os animais não conseguem diferenciar quando o alimento pertence ao visitante ou quando está sendo oferecido, o que pode gerar reações inesperadas.

“O macaquinho não sabe quando a comida é dele e quando você está cedendo. No momento da interação ele pode tentar morder, o que gera uma série de problemas”, explica Ellen Eguchi.

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Por isso, a orientação é para que o público mantenha distância segura, evite contato físico e jamais tente alimentar os animais. Funcionários do Bosque circulam constantemente pelas trilhas para orientar visitantes e reforçar as recomendações de preservação.

Nos últimos anos, a administração também tentou deslocar parte dos bandos para áreas mais centrais da floresta, buscando reduzir a interação direta com o público. No entanto, muitos dos animais acabam retornando às áreas próximas às trilhas e espaços de circulação, atraídos justamente pela oferta irregular de alimentos.

Com 142 anos de história, o Bosque Rodrigues Alves é considerado um dos principais patrimônios ambientais e históricos da capital paraense. Em uma área de 15 hectares de floresta urbana, o espaço abriga mais de 10 mil árvores e cerca de 435 animais, funcionando como um verdadeiro santuário da biodiversidade amazônica no centro da cidade.

O Bosque funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 16h. A entrada custa R$ 2, com gratuidade para crianças de até 6 anos, idosos e pessoas com deficiência. Crianças entre 7 e 12 anos têm direito à meia-entrada, e no último domingo de cada mês o acesso é gratuito para todos os visitantes.

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