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Evento mapeia pontos de alagamentos em Belém e debate prevenção

No mês de abril, Belém teve uma grande quantidade chuva o que gerou alagamentos e famílias desabrigadas.

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Imagem ilustrativa da notícia Evento mapeia pontos de alagamentos em Belém e debate prevenção camera Professora Milena Andrade, da Ufra, diz que é necessário ter uma cultura de prevenção para redução de riscos. | (Vanessa Monteiro)

Por que Belém tem alagado tanto? Como prevenir situações de desastres na cidade? É possível pensar em soluções? Esses e outros questionamentos serão debatidos nesta terça-feira (05), na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), campus Belém.

A partir das 8h30, a universidade recebe o evento “Cidade Sem Risco começa na minha comunidade”, uma ação que faz parte da 9ª Campanha Nacional #AprenderParaPrevenir – Cidades Sem Risco. O evento segue até as 12h, no auditório do Pavilhão de Salas de Aula. A campanha é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Periferias (Ministério das Cidades) e do Cemaden Educação (Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação), em parceria com o Ministério da Educação. A campanha conta com o apoio técnico do Laboratório Geodesastres da UFRA e do Instituto Ciberespacial (ICIBE).

A campanha, que é nacional, tem o objetivo principal de fortalecer uma cultura de prevenção, mudando o foco histórico que prioriza a resposta aos desastres em vez da preparação e adaptação, além de inspirar e mobilizar pessoas e instituições para a criação de campanhas locais de prevenção de riscos de desastres nos territórios Entre 2024 e 2025 a Ufra coordenou o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) de Belém, um dos 20 PMRRs com coordenação geral do Ministério das Cidades, em parceria com a Fiocruz e universidades. Durante o evento, será realizada uma palestra, apresentação das cartilhas socioeducativas do PMRR Belém e uma oficina formativa com os participantes.

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A situação em Belém

O PMRR Belém identificou 301 áreas de inundação e 88 de erosão na cidade. Com cerca de 1,3 milhões de habitantes e um território que possui oficialmente 14 bacias hidrográficas, muitas delas aterradas, parte da população da cidade de Belém é formada por famílias que se abrigam em moradias localizadas nessas áreas. Na área continental, pelo menos 6.609 moradias da cidade estão em áreas de risco muito alto; alto ou médio de inundação. Enquanto 237 moradias localizadas nas ilhas estão em setores de risco de erosão costeira.

A capital paraense possui características que a tornam particularmente suscetível a eventos hidrológicos. Segundo a professora Milana Andrade, coordenadora do Geodesastres Ufra e do PMRR Belém, a cidade enfrenta um problema histórico de alagamentos e inundações devido à sua baixa topografia, com áreas situadas entre 0 e 4 metros de altitude. De acordo com a professora, se essa área está aterrada ou impermeabilizada então a possibilidade de ocorrer inundação é muito alta se não forem tomadas medidas preventivas.

“São áreas que estão ocupadas e aterradas historicamente ao longo do tempo da ocupação da cidade. Muitas vezes aterramentos feitos com pouca técnica para que essas áreas fossem de fato ocupadas. Associado a isso, temos uma cidade em que o primeiro trimestre é muito chuvoso, com chuvas extremamente intensas e associado também a à maré alta. Ou seja, sempre que temos marém acima de 3 metros e precipitações muito intensas, essas áreas que são áreas baixas, que estão ocupadas de maneira inapropriada, com drenagem ineficiente, com drenagem inexistente, elas vão tender a alagar”, explica.

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No PMRR Belém, entregue à Defesa Civil do município, foi verificado que áreas como os canais da Quintino, Mata Fome (no Tapanã), 14 de Março e 3 de Maio são pontos recorrentes de transbordamento e vulnerabilidade socioeconômica. Um dos objetivos centrais da campanha é a desmistificação de que desastres são "naturais" ou “culpa da chuva”. Milena Andrade explica que para que um desastre ocorra, é necessária a combinação de uma ameaça, como precipitação extrema, com a vulnerabilidade da infraestrutura e a exposição da comunidade aos riscos.

“É muito importante que esse evento ocorra aqui em Belém e aqui na UFRA, porque precisamos criar uma cultura de prevenção para redução de riscos, precisamos entender mais sobre esses termos de desastre, mudanças climáticas, adaptação. Então são campanhas como essas que visam fortalecer essa cultura de prevenção e mudar um pouco essa forma como historicamente tem se dado muito mais importância à resposta ao desastre do que as questões relacionadas à prevenção”, disse Milena Andrade.

É possível pensar soluções?

O mapeamento feito pelo PMRR Belém ocorreu em 37 bairros e oito distritos da capital paraense. No total, 23.712 pessoas podem ser beneficiadas pelas intervenções estruturais propostas no plano. O PMRR também estabeleceu uma ordem de prioridade para obras, destacando os 10 bairros que mais necessitam de atenção imediata. O Tapanã lidera o ranking de prioridade, seguido por Curió-Utinga, Paracuri, Terra Firme, São João do Outeiro, Una, Ponta Grossa, Maracacuera, Cremação e Sacramenta.

A prevenção de desastres na capital paraense envolve um conjunto de medidas integradas, que estão descritas no plano, como:

  • Medidas estruturais: projetos de macrodrenagem, microdrenagem e soluções baseadas na natureza para gerir o fluxo das águas;
  • Medidas não-estruturais: foco em educação ambiental e para a redução de riscos. Isso inclui evitar o descarte de lixo em canais e realizar campanhas de saúde pública para prevenir doenças transmitidas por águas contaminadas em áreas sem saneamento.
  • Educação e difusão de conhecimento: cartilhas, vídeos e folders que auxiliam a população a compreender termos como enchente, inundação e alagamento.
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