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Ananindeua: acúmulo de lixo preocupa moradores no Icuí-Guajará

Lixo acumulado no Icuí-Guajará gera riscos à saúde pública e alagamentos. Moradores relatam problemas frequentes com o descarte irregular de resíduos.

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Imagem ilustrativa da notícia Ananindeua: acúmulo de lixo preocupa moradores no Icuí-Guajará camera O problema de acúmulo de lixo é recorrente no local | Foto: Reprodução

Lixos espalhados nas ruas acende um alerta para os riscos à saúde pública, já que o descarte irregular de resíduos favorece a proliferação de insetos e roedores, além de contribuir para alagamentos e doenças, colocando em perigo quem vive ou circula pela área.

Uma imagem que circula nas redes sociais e pode ser observada até por meio de satélites revela o acúmulo de lixo em uma avenida do bairro do Icuí-Guajará, em Ananindeua, nas proximidades do canal 40 Horas, que liga a avenida Arterial 5ª à avenida Independência. Segundo moradores, ao longo de toda a extensão da via surgiram diversos pontos de descarte irregular de lixo, situação que vem causando transtornos frequentes à comunidade local.

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Ainda de acordo com os moradores, a situação é agravada pela irregularidade na coleta de lixo em vários bairros de Ananindeua. A falta de recolhimento adequado faz com que resíduos domésticos e entulhos se acumulem nas vias públicas, transformando áreas revitalizadas em verdadeiros lixões a céu aberto.

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Um morador, que preferiu não ser identificado, relata que o problema é antigo e recorrente. “Esse ponto é crônico de descarte de lixo, conhecido por todos. A situação se agrava porque, quando ocorrem alagamentos, o lixo acaba sendo levado para dentro do canal, piorando ainda mais o problema. No fim, tudo vira uma bola de neve”, desabafou.

Problema recorrente

A situação do lixo em Ananindeua não é um problema exclusivo do bairro Icuí-Guajará. Outras comunidades também enfrentam o descaso com esse serviço básico essencial, que é de responsabilidade direta da prefeitura municipal. No Conjunto Girassol, localizado no bairro Águas Brancas, moradores relatam que a coleta de lixo não acontece há semanas, com períodos de espera que chegam a durar entre 20 e 25 dias. Enquanto o caminhão de coleta atende vias próximas, o conjunto permanece esquecido, resultando em mau cheiro e riscos à saúde das famílias.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, os moradores cobravam um posicionamento do prefeito Daniel Santos sobre o problema na coleta, insatisfeitos com o acúmulo de lixo.

O prefeito Daniel Santos foi alvo de críticas e protestos realizados pelos moradores após os problemas de saneamento em Ananindeua.
📷 O prefeito Daniel Santos foi alvo de críticas e protestos realizados pelos moradores após os problemas de saneamento em Ananindeua. |Pedro Guerreiro/Agência Pará

A falta de regularidade no serviço motivou protestos recentes em diferentes pontos da cidade. Em uma das manifestações, moradores do Jaderlândia fecharam a rua em frente à delegacia do bairro utilizando o próprio lixo acumulado para bloquear a via. A revolta da população é acentuada pela disparidade no atendimento municipal e pela percepção de abandono por parte da gestão pública.

Sem prioridades

O descontentamento dos moradores também é alimentado pelas prioridades financeiras da administração municipal. Um dos protestos foi motivado pelo fato de a prefeitura de Ananindeua ter destinado quase R$ 1 milhão para a realização de shows no aniversário da cidade, enquanto serviços fundamentais, como a coleta de lixo e o sistema de saúde pública, apresentam problemas crônicos.

Os contratos foram assinados no dia 23 de dezembro de 2025. De acordo com os extratos contratuais assinados pela secretária municipal de Cultura, Ana Marcelle Nobre Barroso Soutinho, a artista Viviane Batidão foi contratada por R$ 270 mil, por meio da empresa Viviane Batidão Shows Ltda. Já o cantor Zé Felipe, representado pela empresa Forvibes Music Ltda, recebeu o maior cachê: R$ 630 mil por uma única apresentação de apenas 30 minutos. O terceiro contrato, firmado com a empresa Same Promoções e Fomento Ltda, previa o pagamento de R$ 50 mil pelo show do grupo Trímanos.

Os cidadãos questionam o alto investimento em eventos festivos em um cenário onde faltam medicamentos em unidades básicas, o atendimento médico é demorado e a infraestrutura dos postos de saúde permanece precária.

Na área da saúde, as queixas incluem falta de medicamentos, demora no atendimento em unidades básicas e sobrecarga nas UPAs, além de denúncias sobre estrutura precária em postos de saúde. Os problemas foram tantos que o Hospital Anita Gerosa, princial unidade materno infantil do município, foi desapropriada após uma dívida de R$ 3 milhões da prefeitura e foi assumido pelo Governo do Estado.

A disparidade entre os investimentos em eventos festivos e as dificuldades enfrentadas diariamente pela população levanta críticas sobre as prioridades da administração municipal.

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