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Vereador denuncia pronto-socorro inoperante em Ananindeua

Projetado para oferecer 75 leitos, sendo 65 clínico-cirúrgicos e 10 de UTI, o PSMA tinha previsão de atender até 2.250 pacientes por mês. No entanto, no último levantamento realizado, apenas quatro pacientes estavam internados na unidade, todos para cirurgias eletivas, ou seja, aquelas que não demandam atendimento de urgência.

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Imagem ilustrativa da notícia Vereador denuncia pronto-socorro inoperante em Ananindeua camera Flávio Nobre fez diversas denúncias sobre as limitações de atendimento no Pronto-Socorro de Ananindeua. | Reprodução

O Pronto-Socorro Municipal de Ananindeua (PSMA), inaugurado há oito meses, permanece com atendimento limitado. Na noite de 26 de março, imagens registradas pelo vereador Flávio Nobre (MDB) mostraram corredores e consultórios vazios, enquanto outras unidades de saúde da cidade continuam lotadas.

Projetado para oferecer 75 leitos, sendo 65 clínico-cirúrgicos e 10 de UTI, o PSMA tinha previsão de atender até 2.250 pacientes por mês. No entanto, no último levantamento, apenas quatro pacientes estavam internados, todos para cirurgias eletivas, que não demandam atendimento de urgência. O custo da unidade ultrapassa R$ 20 milhões.

Veja o vídeo feito pelo vereador:

Grupo RBA

Impasse financeiro e decisão judicial

A inauguração do PSMA ocorreu durante uma disputa financeira. A Prefeitura de Ananindeua adquiriu o imóvel onde o pronto-socorro está instalado, mas deixou de quitar uma dívida de aproximadamente R$ 4,335 milhões com os antigos proprietários. Na época, a Justiça determinou que o hospital só poderia operar após a regularização da dívida.

Em 8 de julho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a decisão que impedia o funcionamento do PSMA, mas a unidade segue sem atendimento pleno.

Investigação sobre gestão na saúde

O Ministério Público do Estado investiga possíveis irregularidades na gestão da saúde de Ananindeua. A Procuradoria Geral de Justiça solicitou intervenção na administração municipal do setor. O prefeito é alvo de suspeitas relacionadas ao desvio de R$ 261,3 milhões da saúde pública.

O pedido de intervenção foi ajuizado do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), assinado pelo Procurador-Geral de Justiça do Estado (PGJ), Cezar Bechara Nader Mattar Junior, e pela promotora de Justiça Ana Maria Magalhães de Carvalho, sob as alegações de que o município estaria violando os "princípios fundamentais sensíveis, com a violação sistemática de direitos fundamentais da pessoa humana, em especial direito à vida e à saúde integral, pelos fatos e fundamentos jurídicos adiante expostos", e fundamento nos artigos 35, IV, e 129, IV, da Constituição Federal e 84, IV e 182, da Constituição do Estado do Pará; 56, II, da Lei Complementar Estadual n.º 057/2006 e 24, XII, “h”, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Estado do Pará – RITJEPA, ids. 24948486.

O DOL solicitou posicionamento dos Ministérios Públicos Estadual e Federal sobre a situação da saúde em Ananindeua e aguarda retorno.

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