O decreto do fechamento total do comércio na capital paraense, assinado nesta segunda-feira (27) pelo prefeito Zenaldo Coutinho, preocupa os trabalhadores. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista e dos Lojistas de Belém (Sindilojas), cerca de 4 mil comerciários devem ser demitidos durante o lockdown.
“Enquanto o comércio estava aberto, conseguimos segurar com pouca ou nenhuma demissão, fornecemos EPIs e kits de orientação, tudo para impedir o fechamento das lojas”, esclarece o presidente do Sindilojas, Joy Colares.
Somente no mês de março, os shoppings sofreram queda de 80% no faturamento e devem encerrar abril próximo dos 100%; enquanto as lojas de rua apresentaram queda de 60% em março e 50% em abril.
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Dois termos aditivos foram assinados com os empregados: o primeiro em março e o outro em abril. “Reduzimos a jornada de trabalho, estávamos segurando mesmo com a queda no faturamento. Apesar das medidas propostas pelo governo, não terá outro jeito a não ser a demissão, porque as lojas não terão caixas para arcar com os pagamentos”, afirma Colares.
O presidente do sindicato avalia ainda que as demissões podem não ser realizadas agora devido à Medida Provisória 936/2020, que reduziu a jornada de trabalho e o salário na mesma proporção e que agora garante uma breve estabilidade ao funcionário que a assinou. “Mas quem não o fez, a demissão pode ser imediata”, disse, acrescentando que os cortes devem começar ainda essa semana.
Para tentar reverter a situação, o Sindilojas vai apresentar uma proposta para o prefeito Zenaldo Coutinho nesta terça-feira (28).
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