O Pix no exterior já é uma realidade para brasileiros que viajam para alguns destinos internacionais. Por meio de parcerias privadas e empresas especializadas em pagamentos e conversão de moedas, estabelecimentos de oito países como Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França já aceitam pagamentos pelo sistema brasileiro. Apesar dessa expansão, o Banco Central ainda trabalha no desenvolvimento de uma estrutura própria para o chamado “Pix Internacional”.
Na prática, a experiência para o consumidor é parecida com a que ele já conhece no Brasil. O pagamento pode ser realizado pelo aplicativo do banco, geralmente a partir da leitura de um QR Code. A conversão do real para a moeda utilizada no país acontece durante a operação, por meio da infraestrutura da empresa responsável pela transação.
Como funciona o Pix fora do Brasil?
A possibilidade de utilizar o Pix em outros países depende da integração entre empresas de pagamentos internacionais e os estabelecimentos comerciais parceiros. Essas plataformas fazem a conexão entre o sistema de pagamentos brasileiro e os comerciantes estrangeiros, permitindo que o cliente faça a operação diretamente pelo aplicativo bancário.
O Banco Central cita a expansão do Pix para outros mercados, mas a aceitação ainda não significa que o sistema tenha se tornado oficialmente internacional. A autoridade monetária informou no Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 que segue desenvolvendo iniciativas relacionadas a pagamentos internacionais.
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Por isso, quem pretende utilizar o recurso durante uma viagem deve verificar previamente se o estabelecimento e a plataforma de pagamento são compatíveis com a modalidade.
Alternativa aos cartões
A expansão do Pix para outros países ocorre em meio ao aumento das viagens internacionais e ao avanço dos sistemas de pagamentos instantâneos em diferentes mercados.
Para o turista brasileiro, a modalidade pode representar uma alternativa para pagamentos de menor valor, além de diminuir a necessidade de levar dinheiro em espécie. Dependendo das condições oferecidas pela plataforma, o consumidor também pode encontrar uma experiência diferente daquela proporcionada pelo uso tradicional do cartão.
A disponibilidade, entretanto, ainda é restrita. O funcionamento depende da presença de empresas que ofereçam a integração dos estabelecimentos comerciais que tenham aderido às soluções.
Pix busca ampliar integração internacional
Criado pelo Banco Central, o Pix rapidamente se tornou parte da rotina financeira dos brasileiros e passou a movimentar grandes volumes de transações todos os meses.
Agora, a possibilidade de realizar pagamentos em outros países abre uma nova frente para o sistema, acompanhando o movimento internacional de integração entre diferentes redes de pagamentos instantâneos.
O avanço, porém, ocorre de maneira gradual. Enquanto empresas privadas já possibilitam o uso do Pix em determinados estabelecimentos estrangeiros, o Banco Central continua trabalhando em soluções voltadas à utilização internacional do sistema.
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