A Federação Venezuelana de Voleibol confirmou a morte do capitão da seleção masculina do país, Willner Rivas, de sua esposa, a ex-jogadora Mariángel Pérez, e do filho do casal, Theo Rivas. Os três estavam desaparecidos desde o dia 24 de junho, quando dois fortes terremotos atingiram a região de La Guaira, no litoral norte da Venezuela.
Os corpos foram localizados após 11 dias de buscas, encerrando uma mobilização que mobilizou familiares, autoridades e a comunidade esportiva. A confirmação provocou uma onda de homenagens no voleibol venezuelano e internacional.
Willner Rivas tinha 31 anos e era um dos principais nomes do voleibol da Venezuela. Integrante da seleção nacional há mais de dez anos, disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio e viveu o auge da carreira em 2025, quando liderou o país na conquista da Copa Pan-Americana, realizada no México, sendo eleito o melhor jogador da competição.
Ao longo da carreira, também atuou por clubes da França, Itália, Turquia, Argentina e do Oriente Médio. Recentemente, havia acertado sua transferência para o CV Guaguas, da Espanha, onde defenderia a equipe na temporada 2026/2027.
Mariángel Pérez, de 35 anos, também construiu trajetória no voleibol. Ex-integrante das seleções de base da Venezuela, ela atuou profissionalmente pelo ASP Korinthos, da Grécia, na temporada 2017/2018.

Federações lamentam tragédia
Em nota oficial, a Federação Venezuelana de Voleibol destacou o legado esportivo do casal e afirmou que a história da família permanecerá marcada no esporte do país.
A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) também prestou homenagem ao atleta, classificando Rivas como um dos principais jogadores de sua geração e lembrando a contribuição de Mariángel para o desenvolvimento do voleibol venezuelano.
O clube espanhol CV Guaguas, que havia contratado o ponteiro para a próxima temporada, divulgou mensagem de solidariedade à família e lamentou a confirmação das mortes.
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Terremotos deixaram mais de 3,5 mil mortos
Os terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho registraram magnitudes de 7,2 e 7,5, provocando destruição em diversas regiões, especialmente em La Guaira.
Segundo o balanço oficial mais recente, divulgado nesta segunda-feira (6), o desastre já deixou 3.535 mortos e 16.740 feridos. As autoridades venezuelanas ainda não divulgaram um número oficial de desaparecidos, mas estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que cerca de 50 mil pessoas podem continuar sem paradeiro conhecido.
Outras vítimas do esporte
A tragédia também vitimou atletas de diferentes modalidades esportivas na Venezuela. Entre eles estão a fisiculturista Fiorela Martínez, de 19 anos; o jogador de basquete Gilberto Hernández, de 28; a atleta de beach tennis Gabriela Orfao, de 17; o futebolista Yimvert Berroterán, de 18; e a jogadora de futsal Yordelis Pereira.
Enquanto o país segue com os trabalhos de remoção de escombros e reconstrução das áreas atingidas, entidades esportivas e atletas participam de campanhas de solidariedade para apoiar as famílias afetadas pela tragédia.
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