Um dos maiores mistérios existentes no universo é desvendar se existe vida fora da Terra e se discos voadores e outros objetos que ainda permeiam a imaginação dos seres-humanos podem nos trazer as respostas.
O Pentágono divulgou nesta sexta-feira (8) mais de 160 documentos secretos relacionados a OVNIs, reacendendo o debate sobre fenômenos aéreos não identificados nos Estados Unidos. O material, que inclui arquivos desde a década de 1940, foi publicado em uma área específica do site do Departamento de Defesa norte-americano após pedidos de desclassificação feitos pelo presidente Donald Trump.
Os documentos reúnem informações produzidas pelo FBI, Departamento de Estado, Nasa e pela própria estrutura militar americana. Em comunicado oficial, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os arquivos permaneceram ocultos durante décadas e alimentaram especulações públicas. “Chegou a hora do povo americano ver com seus próprios olhos”, declarou Hegseth.
Pouco depois do anúncio, Trump comemorou a publicação dos documentos nas redes sociais. Segundo o presidente, administrações anteriores falharam em agir com transparência sobre o tema, permitindo agora que a população “tire suas próprias conclusões”.
Entre os registros divulgados está um arquivo de dezembro de 1947 com relatos sobre “discos voadores”. Outro documento, produzido pela inteligência da Força Aérea em novembro de 1948 e classificado como “sigilo máximo”, menciona avistamentos de “aeronaves não identificadas” e “pratos voadores”.
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Os materiais mais recentes também chamaram atenção. Um relatório de 2023 relata que três agentes federais disseram ter observado objetos luminosos alaranjados no céu emitindo luzes vermelhas menores. Em outro depoimento, dois agentes afirmaram ter visto “uma órbita laranja brilhante” pousando próximo a uma formação rochosa.
O documento inclui ainda uma ilustração do fenômeno descrito pelos agentes como semelhante ao “Olho de Sauron”, personagem da franquia O Senhor dos Anéis, mas sem pupila.
Segundo o texto do relatório, a credibilidade dos relatos faz do caso “um dos mais convincentes” analisados atualmente pelo Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios do Pentágono, conhecido pela sigla AARO.
Atualmente, o governo dos Estados Unidos utiliza oficialmente o termo “fenômenos anômalos não identificados” para se referir aos antigos OVNIs.
O tema voltou ao centro das discussões após Trump determinar, em fevereiro, que agências federais revisassem e publicassem documentos ligados a supostos fenômenos extraterrestres. Na ocasião, o presidente também criticou o ex-presidente Barack Obama por comentários considerados controversos sobre vida fora da Terra.
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Dias antes, Obama havia participado de um podcast e afirmou acreditar na existência de fenômenos ainda não explicados, embora negasse ter visto provas concretas de vida extraterrestre ou qualquer evidência guardada na famosa Área 51, instalação militar cercada por teorias da conspiração.
Após a repercussão nas redes sociais, Obama reforçou que nunca teve acesso a provas de contato entre extraterrestres e humanos durante o período em que esteve na presidência.
O interesse por OVNIs voltou a crescer nos últimos anos, especialmente após investigações do governo americano sobre objetos voadores considerados incomuns ou tecnologicamente avançados. As autoridades também avaliam a possibilidade de parte desses registros estar ligada a equipamentos militares de países rivais.
Em março de 2024, o Pentágono publicou um relatório concluindo não haver evidências de que os chamados “fenômenos anômalos não identificados” tenham origem extraterrestre. Diversos casos investigados acabaram sendo explicados como balões meteorológicos, satélites, aeronaves espiãs e outras atividades consideradas comuns.
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