Os Estados Unidos autorizaram nesta sexta-feira (27) a saída de funcionários não essenciais da embaixada em Israel diante do aumento da tensão com o Irã. O governo norte-americano também orientou seus cidadãos a evitarem viagens ao país neste momento.
A decisão ocorre em meio à mobilização militar dos EUA no Oriente Médio e à possibilidade de confronto envolvendo o programa nuclear iraniano. A embaixada informou que a liberação inclui servidores não emergenciais e familiares, citando riscos de segurança. O comunicado também recomendou que cidadãos considerem deixar Israel enquanto houver voos comerciais disponíveis.
Segundo o jornal The New York Times, o embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, enviou mensagem interna orientando diplomatas que desejarem sair a fazê-lo imediatamente. O Departamento de Estado informou ainda que o secretário Marco Rubio participará de reuniões em Israel na próxima segunda-feira para tratar da situação envolvendo o Irã.
Porta-aviões e mobilização militar
A medida foi anunciada no momento em que o porta-aviões USS Gerald R. Ford segue para a costa israelense. Os Estados Unidos já mantêm diversos navios de guerra na região.
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As decisões ocorrem após nova rodada de negociações entre representantes de Washington e Teerã, realizada em Genebra. As conversas foram descritas por autoridades iranianas e omanenses como produtivas, mas não houve manifestação pública do governo norte-americano sobre resultados concretos.
O presidente Donald Trump estabeleceu prazo para que o Irã avance em um acordo. Washington defende que as discussões incluam não apenas o programa nuclear, mas também o desenvolvimento de mísseis e o apoio iraniano a grupos armados. O governo iraniano afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos e que as negociações devem se limitar a esse tema.
Reino Unido e China retiram equipes de Teerã
O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido anunciou a retirada temporária de sua equipe diplomática de Teerã, mantendo operações de forma remota. A China também recomendou que seus cidadãos deixem o Irã o mais rápido possível.
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O aumento das tensões ocorre em um cenário de protestos internos no Irã, motivados por questões econômicas e políticas, além de alertas sobre o risco de escalada regional. O alto comissário da ONU para direitos humanos, Volker Türk, declarou preocupação com a possibilidade de ampliação do conflito no Oriente Médio.
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