A rotina escolar de uma criança terminou em detenção e gerou repercussão internacional sobre a política migratória dos Estados Unidos. A cena de um menino de cinco anos sendo levado por agentes federais reacendeu o debate sobre os limites das operações de imigração envolvendo menores de idade.
Liam Conejo Ramos, de 5 anos, e o pai, Adrián Conejo Arias, retornaram neste fim de semana para a casa da família em Minnesota após passarem quase duas semanas detidos em um centro de imigração no Texas. Os dois haviam sido abordados por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) no dia 20 de janeiro, quando seguiam para a escola da criança.
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A libertação ocorreu após decisão da Justiça federal, que determinou o retorno imediato de pai e filho ao estado onde vivem. O deslocamento foi acompanhado por um parlamentar democrata, que esteve no centro de detenção e auxiliou no retorno da família.
Na decisão judicial, o magistrado responsável pelo caso apontou falhas na condução da operação e afirmou que a busca por metas de deportação estaria sendo feita sem considerar os impactos sobre crianças. O juiz destacou que a atuação do governo acabou gerando sofrimento desnecessário a um menor de idade.
O episódio aconteceu após agentes federais levarem pai e filho mesmo diante de apelos de pessoas próximas para que a criança fosse deixada no local. Ambos foram encaminhados a uma unidade de detenção em Dilley, no Texas, onde permaneceram até a liberação no sábado (31).
A repercussão do caso ganhou força após a divulgação de imagens que mostravam Liam ao lado de agentes de imigração, ainda com itens escolares. Autoridades do Departamento de Segurança Interna negaram irregularidades e afirmaram que a custódia da criança permaneceu com o pai durante todo o período de detenção.

Dados da administração escolar de Columbia Heights, distrito da região de Minneapolis, indicam que outras crianças também foram detidas por agentes de imigração ao longo do mês, o que ampliou o debate sobre a presença do ICE em situações envolvendo famílias e estudantes.
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O retorno de Liam para casa encerra um capítulo que mobilizou políticos, organizações civis e parte da opinião pública, mas reacende discussões sobre os impactos humanos das ações migratórias nos Estados Unidos.
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