A tradicional Varanda de Nazaré, idealizada pela cantora paraense Fafá de Belém, chega à sua 16ª edição. Com uma programação que reúne encontro de personalidade artísticas, debates culturais e socioambientais, o evento iniciou nesta terça-feira (06) com o IV Fórum Varanda da Amazônia, e segue com sarau, Romaria Fluvial, Trasladação e o domingo do Círio, em 11 de outubro.
Artistas convidados
Todos os anos o evento traz à Belém do Pará artistas variados que vêm à capital para conhecer a cidade e acompanhar a maior procissão religiosa do Brasil, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré.
Este ano, a Varanda de Nazaré reúne no rol de convidados, artistas e personalidades, como Fernanda Gentil, Fernanda Paes Leme, Helga Nemetik, Xênia França e Lucas Selfie, além de trazer como novidade um show da cantora no Theatro da Paz, na noite de 8 de outubro.
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Varanda de Nazaré
O projeto iniciou como forma de aproximar ainda mais as pessoas, já que durante o Círio as famílias se reencontram para compartilhar a experiência da fé. Foi a partir desse momento que Fafá de Belém começou a receber artistas, jornalistas e convidados.
“A Varanda nasceu da vontade de receber as pessoas e fazer com que elas conhecessem o Círio vivendo Belém de verdade. Com o tempo, percebi que abrir essa janela também era uma maneira de apresentar a nossa cultura, a nossa gente e uma Amazônia muito maior do que as imagens que normalmente chegam ao resto do país. A essência continua a mesma. O que cresceu foi a conversa”, afirma Fafá de Belém.
Uma Amazônia contada por suas mulheres
Foi desse movimento que nasceu o Fórum Varanda da Amazônia, que abre a programação nos dias 6 e 7 de outubro. Em sua quarta edição, o encontro trabalha o tema “Amazônia, substantivo feminino” e parte da força simbólica das Icamiabas para colocar em diálogo mulheres que atuam em diferentes frentes da construção da região.
Os debates atravessam ciência e conhecimentos produzidos nos territórios, mudanças climáticas e conservação, desenvolvimento e novas cadeias econômicas, cultura, representação e participação nos espaços de decisão. O eixo comum está nas mulheres que produzem conhecimento, preservam saberes, movimentam a economia, criam novas soluções e interferem diretamente nos caminhos da Amazônia.


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