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RELIGIÃO E POLÍTICA

Arcebispo de Aparecida alerta: “Cenário político carregado”

Dom Mário Antônio da Silva defendeu o diálogo, criticou a polarização e afirmou que a fé não deve ser usada para ofender pessoas durante disputas políticas

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Imagem ilustrativa da notícia Arcebispo de Aparecida alerta: “Cenário político carregado” camera Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida, defendeu o diálogo e o respeito às diferenças em meio à polarização política no Brasil. | Arquivo-CNBB/Reprodução

O arcebispo de Aparecida (SP), Dom Mário Antônio da Silva, afirmou nesta segunda-feira (12) que o cenário político brasileiro está marcado por disputas, acusações e indignação. Durante uma entrevista, o religioso defendeu o diálogo entre pessoas com opiniões diferentes e destacou que a fé não deve ser utilizada como instrumento de ofensa.

“O nosso cenário político está muito carregado, com muita disputa, muita acusação, muita indignação”, declarou. Para o arcebispo, esse ambiente dificulta o diálogo e prejudica o debate na sociedade.

Religioso pede diálogo e respeito às diferenças

Dom Mário também fez um apelo para que as pessoas saiam de suas próprias “bolhas” e estejam abertas a ouvir opiniões diferentes. Segundo ele, divergências de pensamento não devem transformar pessoas em inimigas.

O religioso ressaltou que conflitos de ideias fazem parte da convivência social, mas não justificam atitudes de hostilidade, agressões ou tentativas de silenciar quem pensa diferente.

“Pensamos diferente? Sim, mas a diferença do nosso pensamento não deve nos distanciar e nos fazer inimigos”, afirmou.

O arcebispo acrescentou que a polarização pode prejudicar diferentes dimensões da convivência, incluindo a saúde social, política e religiosa. Por isso, recomendou prudência, paciência, bom senso e até bom humor diante de situações controversas.

Nossa Senhora de Aparecida entra no debate político

Durante a entrevista, Dom Mário também comentou as polêmicas envolvendo a imagem e a devoção a Nossa Senhora de Aparecida no contexto da disputa eleitoral. Entre os assuntos que ganharam repercussão estão informações sobre a possibilidade de a santa deixar de ser considerada padroeira do Brasil e discussões sobre as formas de manifestação da fé.

Na avaliação do arcebispo, a circulação de informações nas redes sociais, incluindo conteúdos divulgados sem a devida verificação, contribuiu para ampliar a controvérsia.

Ele destacou que política e religião são dimensões importantes da sociedade e podem dialogar em favor do bem comum, desde que haja respeito às diferenças.

Fé não deve ser motivo de ofensa

Ao abordar o uso de símbolos religiosos em disputas políticas, Dom Mário defendeu o respeito às diferentes crenças e tradições religiosas. Para ele, as divergências não justificam ataques à fé de outras pessoas.

“Não temos o direito de ferir ninguém com a sua fé ou com elementos de sua religião”, afirmou.

O arcebispo também aconselhou cautela antes de publicar ou compartilhar conteúdos que possam difamar, ofender ou ferir alguém. Segundo ele, diante do risco de causar danos, o melhor caminho é evitar a manifestação ofensiva.

Para Dom Mário, as polêmicas podem servir como oportunidade para fortalecer o respeito entre as diferentes crenças no Brasil e em outros países.

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