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JUSTIÇA

TST adia julgamento sobre greve dos Correios para quinta

Corte analisa legalidade da paralisação e impasse envolvendo plano de saúde dos trabalhadores

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Imagem ilustrativa da notícia TST adia julgamento sobre greve dos Correios para quinta camera TST adiou para quinta-feira (24) o julgamento que vai analisar a legalidade da greve nacional dos trabalhadores dos Correios. | ( Divulgação)

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) adiou para esta quinta-feira (24) o julgamento do dissídio coletivo da greve dos Correios. A análise, que estava prevista para esta segunda-feira (21), foi remarcada para as 15h30.

A decisão foi anunciada pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho. Segundo ele, documentos apresentados pelos Correios para justificar a possível abusividade da greve foram incluídos no processo na noite de sexta-feira (18), sem tempo suficiente para que a defesa dos trabalhadores pudesse analisá-los.

Julgamento será retomado na quinta

Vieira de Mello Filho afirmou que uma decisão baseada em documentos ainda não analisados pela parte contrária poderia comprometer o devido processo legal.

O ministro deu prazo de 48 horas para que as federações que representam os trabalhadores se manifestem sobre os documentos apresentados pela estatal.

Durante a sessão, o ministro Ives Gandra Martins Filho propôs que a greve fosse suspensa enquanto o julgamento estivesse em andamento. Vieira de Mello Filho, porém, afirmou que não faria essa determinação aos sindicatos antes da análise do material apresentado no processo.

Greve começou em setembro

Os trabalhadores dos Correios estão em greve nacional desde 10 de setembro. A paralisação ocorreu após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa para o acordo coletivo de trabalho de 2026/2027.

Entre os principais pontos de divergência está a proposta relacionada ao plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.

Os Correios apresentaram ao TST um pedido de dissídio coletivo de greve em 11 de setembro, um dia após o início da paralisação por tempo indeterminado.

O que dizem os Correios

A estatal afirma que sua proposta mantém 78 das 80 cláusulas do acordo anterior e prevê a recomposição integral pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) para salários e benefícios.

Segundo os Correios, a proposta busca preservar direitos dos trabalhadores ao mesmo tempo em que considera a necessidade de recuperar o equilíbrio financeiro da empresa.

No pedido apresentado ao TST, a estatal defende o encerramento da paralisação.

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Já a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) orientou os trabalhadores a manterem a greve.

O julgamento será retomado pelo TST na quinta-feira (24), quando os ministros deverão analisar os argumentos apresentados pelas partes e a documentação anexada ao processo.

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