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Morre Amelinha Teles, ativista torturada na ditadura militar

Escritora e militante foi presa e torturada durante a ditadura militar e dedicou a vida à defesa dos direitos das mulheres

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Imagem ilustrativa da notícia Morre Amelinha Teles, ativista torturada na ditadura militar camera A trajetória de Amelinha Teles ficou marcada pela resistência à ditadura militar, pela denúncia das violações cometidas durante o regime e pela militância em defesa dos direitos das mulheres. | Divulgação/ Alesp/ Rodrigo Romeo

Morreu nesta terça-feira (15/09) a escritora e militante Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles, aos 81 anos. Vítima da repressão durante a ditadura militar, ela transformou as experiências vividas durante o regime em uma trajetória marcada por denúncia, resistência e defesa dos direitos das mulheres.

A morte da ativista foi comunicada por amigos nas redes sociais. A notícia gerou homenagens de políticos e outras personalidades, que destacaram a importância de Amelinha para a luta pelos direitos humanos e das mulheres no Brasil.

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Nascida em Contagem, município de Minas Gerais, Maria Amélia de Almeida Teles militou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Durante os anos de ditadura, tornou-se uma das principais vozes que denunciaram a violência e a repressão praticadas pelo regime militar.

Em 1972, ela chegou a ser presa e torturada nas dependências do DOI-Codi, em São Paulo. Na mesma época, o marido dela, César Augusto Teles, e o companheiro de militância Carlos Nicolau Danielli também foram levados para o órgão de repressão.

Durante o período de prisão, os filhos delas, que tinham quatro e cinco anos de idade na época, foram foram sequestradas e obrigadas a assistir às torturas sofridas pelos pais.

Após a ditadura, Amelinha manteve a atuação na defesa da memória das vítimas da repressão. Ela integrou a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos e utilizou a literatura para registrar experiências pessoais, memórias e reflexões sobre o período e sobre os direitos humanos.

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Entre os principais trabalhos produzidos por ela está "Contos da Cela Três", obra que reúne memórias escritas em 1973, durante o período em que permaneceu presa. Amelinha também publicou "Breve História do Feminismo no Brasil" e "O Que São os Direitos Humanos das Mulheres?", livros que são considerados referências sobre o tema.

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