plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 33°
cotação atual R$


home
APÓS HORAS DE TORTURA

Homem morre ao cair de apartamento para fugir de agressões

Perícia conclui que Alexandre Rodrigues não foi jogado do prédio e aponta queda involuntária durante tentativa de fuga em Londrina.

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Homem morre ao cair de apartamento para fugir de agressões camera Laudo da Polícia Científica aponta que jovem caiu do 14º andar ao tentar fugir de uma sessão de tortura em Londrina; quatro suspeitos estão presos. | Reprodução

Um homem de 27 anos que caiu do 14º andar de um prédio em Londrina, no Paraná, morreu após tentar escapar pela janela de um apartamento onde, segundo a investigação, havia passado pelo menos quatro horas sendo agredido, torturado e ameaçado. A perícia da Polícia Civil do Paraná concluiu que Alexandre Rodrigues não foi empurrado pelos suspeitos e que a queda ocorreu de forma involuntária durante a tentativa de fuga.

Alexandre havia ido ao imóvel para visitar a namorada, que morava com outros cinco homens. De acordo com as investigações, quatro deles foram presos sob suspeita de participação nas agressões.

CONTEÚDO RELACIONADO

A violência teria começado depois que os moradores passaram a acusar Alexandre de ter roubado uma câmera fotográfica profissional avaliada em R$ 10 mil. A partir da suspeita, ele teria sido espancado, ameaçado e mantido trancado em um dos quartos durante a noite anterior à queda.

Quer mais notícias nacionais? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.

CASO CHEGOU À POLÍCIA COMO POSSÍVEL SUICÍDIO

Inicialmente, a ocorrência foi comunicada às autoridades como um possível caso de suicídio. Quando chegaram ao apartamento, entretanto, os policiais encontraram um detalhe que levantou suspeitas: a chave que trancava o cômodo de onde Alexandre teria caído estava do lado externo da porta.

A partir das primeiras verificações, testemunhas passaram a relatar aos investigadores que o jovem havia sido torturado, mantido em cárcere e agredido antes da queda.

Testemunhas e suspeitos foram encaminhados à delegacia. Segundo o delegado Miguel Chibani, dois dos investigados confessaram os crimes durante os depoimentos.

TENTATIVA DE FUGA TERMINOU EM QUEDA

Segundo a apuração policial, Alexandre conseguiu sair do quarto e tentou escapar pela janela do apartamento. Um vizinho que mora no andar abaixo contou às autoridades que viu o jovem tentando alcançar a sacada de seu imóvel.

As evidências encontradas pela perícia reforçaram a versão apresentada pela testemunha. Alexandre teria rompido uma tela de proteção enquanto tentava passar para a sacada, mas não conseguiu superar uma barreira de vidro. Na sequência, ele perdeu o equilíbrio e caiu do 14º andar.

NAMORADA ESTAVA NO APARTAMENTO

Seis pessoas estavam no imóvel: Alexandre, a namorada dele, os quatro homens investigados e outro morador, que posteriormente denunciou o caso à polícia.

Em depoimento, a namorada afirmou que presenciou parte da situação e tentou entrar no cômodo onde Alexandre estava preso. Ela relatou, porém, que foi ameaçada por um dos suspeitos. A participação dela e dos demais envolvidos continua sendo analisada pela Polícia Civil.

POLÍCIA DESCARTA HIPÓTESE DE QUE VÍTIMA TENHA SIDO JOGADA

A análise pericial não encontrou elementos que indiquem que Alexandre tenha sido lançado do prédio pelos suspeitos. Para o delegado Roberto Fernandes, responsável pelo caso, a queda ocorreu durante a tentativa de fuga. "Foi uma queda involuntária", afirmou o delegado.

O corpo de Alexandre foi localizado na manhã de 14 de agosto. A investigação continua para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos nas agressões e nas ameaças sofridas pela vítima antes da queda.

POLÍCIA AVALIA AGRAVANTE POR MORTE

Para a Polícia Civil, o crime de tortura já está configurado com base nos depoimentos reunidos até o momento. A discussão jurídica está relacionada principalmente à forma como a morte será enquadrada.

O delegado Roberto Fernandes explicou que, caso seja considerada apenas a tortura, a pena prevista é de dois a oito anos de prisão. Se ficar comprovada a modalidade de tortura com resultado morte, a pena pode passar para oito a 16 anos.

Como a investigação aponta ainda para cárcere privado ou sequestro, poderá haver aumento adicional da pena, entre um sexto e um terço, conforme explicou o delegado. "Essa morte, ainda que não tenha ocorrido diretamente da tortura, nós entendemos que ela decorreu da situação, ou seja, da vítima tentar fugir do cativeiro", explicou ele.

A Polícia Civil agora aguarda os exames toxicológico e de medicamentos, além da continuidade das investigações, para esclarecer todos os detalhes que antecederam a queda e definir a responsabilização de cada envolvido.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Brasil

    Leia mais notícias de Notícias Brasil. Clique aqui!