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Novo golpe usa Pix de 1 centavo para atrair vítimas; entenda

Criminosos utilizam microdepósitos para testar contas ativas e depois podem se passar por funcionários de bancos para alterar chaves Pix

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Imagem ilustrativa da notícia Novo golpe usa Pix de 1 centavo para atrair vítimas; entenda camera Golpistas utilizam dados pessoais que jápossuem para fazer uma abordagem mais legítima. | Joédson Alves/Agência Brasil

Nas últimas semanas, um novo golpe utilizando o sistema de transferência Pix tem feito brasileiros de vítimas em diferentes regiões do país. De acordo com os especialistas, a fraude começa com o recebimento inesperado de um Pix de apenas R$ 0,01, valor usado pelos criminosos para verificar se a conta está ativa e preparar uma abordagem posterior.

Após o "microdepósito", o golpista pode entrar em contato por WhatsApp ou telefone, fingindo ser funcionário do banco. Para conquistar a confiança da vítima, ele afirma que há um problema com a chave Pix e pode mencionar dados pessoais que já possui, fazendo com que a abordagem pareça legítima.

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Na sequência, o falso funcionário orienta a vítima a acessar o aplicativo bancário e entrar no menu da chave Pix. Ao seguir o passo a passo e realizar alterações solicitadas pelo criminoso, a pessoa pode acabar vinculando a chave à conta do fraudador. Com isso, valores enviados posteriormente para aquela chave podem ser direcionados diretamento para o criminoso.

Entretanto, apesar de também ser utilizado por criminosos, especialistas em segurança ressaltam que o microdepósito nem sempre significa golpe. Segundo eles, algumas empresas também podem enviar valores pequenos para autenticar uma conta durante o cadastro de um serviço ou pagamento.

Contudo, nesses casos, o usuário é informado antes que receberá a transferência. Por conta disso, quando o dinheiro chega inesperadamente de um contato desconhecido, a recomendação é procurar o banco por canais oficiais e ignorar qualquer orientação recebida por ligações ou aplicativos de mensagens.

Mecanismos de segurança

Com o aumento de golpes que utilizam o Pix para atrair vítimas, o Banco Central passou a ofercer o BC Protege+, ferramenta que permite ao cidadão informar que não deseja a abertura de novas contas no nome dele. O recurso foi criado para ajudar a evitar que criminosos utilizem dados pessoais para criar contas fraudulentas e pode ser ativado pelo sistema do Banco Central.

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Já para quem já caiu em uma fraude, existe o Mecanismo Especial de Devolução (MED), recurso do Pix que permite solicitar a tentativa de recuperação de valores enviados indevidamente. O pedido deve ser feito pelo aplicativo da instituição financeira o quanto antes e pode ser registrado em até 80 dias após a transação.

Caso seja solicitado, os valores disponíveis na conta da pessoa que recebeu o dinheiro podem ser bloqueados temporariamente para análise e, se a fraude for confirmada, a devolução pode ser integral ou parcial, dependendo do saldo recuperável.

Além dessas opçoes, o próprio Governo Federal mantém o canal Sem Fraude, onde podem ser realizadas denúncias de páginas falsas, phishing, vazamentos de dados e outros incidentes cibernéticos.

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