Com a possibilidade de um novo episódio do fenômeno climático El Niño se formar nas próximas semanas, especialistas já alertam para impactos que vão além das mudanças no tempo e podem afetar diretamente a saúde da população brasileira.
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O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, previsto para ganhar força entre maio e junho, tende a intensificar extremos climáticos no país, aumentando os riscos associados ao calor intenso, à seca e à proliferação de doenças.
Projeções pelo Brasil
As projeções indicam que o Norte e o Nordeste devem enfrentar períodos mais severos de estiagem, enquanto regiões do Sul e Sudeste poderão registrar aumento no volume de chuvas. O cenário preocupa autoridades e profissionais da saúde, especialmente após o último ciclo do El Niño, entre 2023 e 2024, ter contribuído para recordes históricos de temperatura em diversas partes do planeta.
Segundo especialistas, um dos principais efeitos do calor extremo é o aumento dos riscos cardiovasculares. O cardiologista Luiz Aparecido Bortolotto explica que as altas temperaturas favorecem a desidratação e a perda de eletrólitos (sódio, potássio, magnésio), exigindo esforço maior do sistema circulatório.
De acordo com o médico, pessoas com hipertensão, histórico de infarto ou outras doenças cardíacas ficam mais vulneráveis a arritmias, quedas de pressão, desmaios e até episódios mais graves, como AVC e infarto. Isso acontece porque o calor intenso altera a circulação sanguínea e pode deixar o sangue mais viscoso, aumentando o risco de formação de coágulos.
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Além dos problemas cardiovasculares, o clima quente e úmido também cria condições favoráveis para a proliferação de mosquitos transmissores de doenças. A preocupação maior é com o avanço de arboviroses, como Dengue e chikungunya, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Em algumas regiões do país, especialistas também alertam para aumento do risco de malária, especialmente em áreas próximas à Mata Atlântica, onde há circulação do mosquito Anopheles cruzii.
As condições climáticas extremas ainda podem agravar doenças respiratórias, como asma, bronquiolite e influenza. A piora da qualidade do ar, associada à estiagem e ao aumento da poluição, contribui para elevar o número de atendimentos médicos durante períodos de calor intenso.
Recomendações
Entre as principais recomendações para reduzir os impactos do El Niño estão a hidratação constante, a redução da exposição ao sol nos horários mais quentes do dia e o reforço das medidas de combate aos focos de mosquito. Especialistas também defendem políticas públicas voltadas à ampliação de áreas verdes urbanas e à oferta de água potável em locais estratégicos, principalmente nas regiões mais afetadas pela seca.
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