A trajetória de “Dark Horse”, filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, envolve mais do que apenas a história contada nas telas. Documentos e mensagens foram publicadas na matéria do site The Intercept Brasil, que revelam que Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado, desempenhou papel central na produção do longa, contrariando declarações públicas de que apenas cedeu seus direitos de imagem.
Segundo um contrato assinado digitalmente por Eduardo Bolsonaro em janeiro de 2024, ele ocupou formalmente a posição de produtor-executivo, com autoridade para decisões financeiras e estratégicas relacionadas ao financiamento do projeto.
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A GoUp Entertainment, empresa sediada na Flórida, e o deputado Mario Frias, também do PL paulista, figuram como co-produtores-executivos. O documento detalha que as responsabilidades incluíam buscar investidores, planejar a aplicação de recursos e explorar incentivos fiscais e patrocínios.
Mensagens trocadas em março de 2025 entre Eduardo Bolsonaro e Thiago Miranda, intermediário entre a família Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, reforçam o papel do ex-deputado na logística financeira do filme. Em uma delas, Eduardo detalha estratégias para transferir recursos aos Estados Unidos, sugerindo maneiras de agilizar remessas e otimizar o orçamento.
Apesar disso, Eduardo Bolsonaro afirmou publicamente que não exerceu funções executivas. Em nota, a defesa de Mario Frias negou que Eduardo tenha recebido qualquer pagamento relacionado ao filme. Questionamentos enviados a Eduardo e Flávio Bolsonaro não foram respondidos até a publicação.
Outro ponto de atenção é a participação de Karina Ferreira da Gama, sócia da GoUp, cuja ONG já recebeu recursos milionários da Prefeitura de São Paulo. O Supremo Tribunal Federal determinou recentemente a abertura de apuração preliminar para investigar possíveis direcionamentos de emendas parlamentares a projetos culturais, incluindo “Dark Horse”, e a atuação de Mario Frias nesse contexto.
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As investigações ainda avaliam se parte do financiamento obtido por Flávio Bolsonaro junto a Vorcaro, cerca de 24 milhões de dólares, foi destinada a gastos pessoais de Eduardo nos Estados Unidos, levantando questionamentos sobre a destinação do dinheiro e a transparência no projeto cinematográfico da família.
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