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CARGA HORÁRIA

País reduz jornada para 40 horas sem cortar salários

Brasil debate redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, seguindo exemplo do Chile. Descubra como essa mudança pode impactar os trabalhadores.

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Imagem ilustrativa da notícia País reduz jornada para 40 horas sem cortar salários camera Brasil também discute redução da carga horária | Foto: Arquivo/Agência Brasil

O debate sobre a redução da jornada de trabalho voltou ao centro das discussões após o Chile avançar em uma mudança histórica nas regras trabalhistas. O país sul-americano já diminuiu a carga horária semanal para 42 horas e pretende chegar ao limite de 40 horas até 2028, sem redução salarial. A medida reacendeu o interesse de trabalhadores brasileiros, especialmente em meio às discussões sobre saúde mental, qualidade de vida e equilíbrio entre trabalho e descanso.

Chile avança na redução da jornada de trabalho

O Chile está implementando de forma gradual a redução da jornada semanal por meio da Lei 21.561, sancionada em 2023. A mudança começou em 2024, quando a carga horária caiu de 45 para 44 horas semanais. Em abril de 2026, o limite passou para 42 horas e a previsão é atingir 40 horas por semana em 2028.

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A legislação determina que a redução ocorra sem corte salarial. O objetivo do governo chileno é melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e permitir uma adaptação gradual das empresas ao novo modelo de funcionamento.

Quem será beneficiado pela nova regra

A mudança vale principalmente para trabalhadores do setor privado vinculados ao Código do Trabalho do Chile. Algumas categorias, porém, seguem regras específicas, como servidores públicos e profissionais com maior autonomia ou cargos de liderança.

As empresas poderão reorganizar as escalas de trabalho conforme a necessidade de cada atividade, desde que respeitem os limites previstos na legislação e os acordos coletivos firmados com empregados e sindicatos.

Brasil também discute redução da carga horária

Enquanto o Chile avança na implementação da jornada reduzida, o Brasil também debate mudanças nas leis trabalhistas. Atualmente, a Constituição estabelece jornada máxima de 44 horas semanais, mas propostas em discussão defendem a redução para 40 horas sem diminuição dos salários.

Outro tema que ganhou força é o possível fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso. O assunto tem mobilizado discussões no Congresso e entre representantes de trabalhadores e empresários.

Mudança ainda não foi aprovada no Brasil

Apesar das discussões, nenhuma alteração nas regras atuais entrou em vigor no Brasil até o momento. Especialistas favoráveis à redução da jornada afirmam que menos horas de trabalho podem contribuir para a saúde mental, aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida.

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Por outro lado, setores empresariais defendem cautela e alertam para possíveis impactos nos custos operacionais e na organização das empresas. Com o aumento dos afastamentos relacionados a doenças psicológicas, o tema passou a envolver não apenas produtividade, mas também bem-estar e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

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