A trajetória de um atleta acostumado aos holofotes dos grandes estádios voltou a se cruzar com as páginas policiais em mais um capítulo marcado por repercussão nacional. Mais de uma década após um dos crimes de maior impacto da história recente do futebol brasileiro, o nome do ex-goleiro Bruno Fernandes reapareceu no noticiário após uma operação que mobilizou forças de segurança de dois estados.
Condenado pela morte de Eliza Samudio e considerado foragido desde março deste ano, Bruno foi preso na noite de ontem em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A captura ocorreu após informações compartilhadas pelo setor de inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais com agentes fluminenses.
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PRISÃO OCORREU EM CASA NA REGIÃO DOS LAGOS
De acordo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro, o ex-goleiro estava em uma residência no município de São Pedro da Aldeia, localizado a cerca de 140 quilômetros da capital fluminense. Os policiais cumpriram o mandado de prisão sem resistência.
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Segundo a corporação, Bruno colaborou com a abordagem e foi encaminhado inicialmente para a 125ª Delegacia de Polícia. Posteriormente, ele seguiu para a 127ª DP, onde permaneceu à disposição da Justiça. Até o momento, as autoridades não informaram para qual unidade prisional o ex-atleta será transferido.
LIBERDADE CONDICIONAL HAVIA SIDO REVOGADA
Bruno era considerado foragido desde o dia 5 de março, quando a Justiça revogou sua liberdade condicional. A decisão ocorreu após ele deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial.
Em fevereiro deste ano, o ex-goleiro esteve no Acre, onde acertou contrato com o Vasco-AC e chegou a atuar pelo clube em partida válida pela Copa do Brasil. Dias depois, o Ministério Público solicitou o retorno dele ao regime fechado, pedido que acabou aceito pela Justiça.
Após a revogação do benefício, a Polícia Civil passou a divulgar cartazes com a foto do ex-jogador como procurado. Nas redes sociais, Bruno apagou seus perfis e deixou de se manifestar publicamente.
CASO ELIZA SAMUDIO MARCOU O PAÍS
Bruno Fernandes foi condenado em 2013 a 23 anos e um mês de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de Eliza Samudio, desaparecida desde junho de 2010.
Eliza era mãe de um dos filhos do ex-goleiro, e o caso ganhou enorme repercussão nacional pela brutalidade e pelas circunstâncias envolvendo o desaparecimento do corpo, que nunca foi encontrado.
Após anos em regime fechado, Bruno passou ao semiaberto em 2019 e obteve liberdade condicional em 2023. Desde então, tentou retomar a carreira no futebol, acumulando passagens por clubes de diferentes estados brasileiros, incluindo equipes do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Acre, São Paulo e Espírito Santo.
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