A renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para motoristas idosos exige atenção redobrada e pode ser negada em alguns casos. Isso porque condições de saúde que comprometam a capacidade de condução segura são levadas em consideração durante o processo.
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), condutores, especialmente aqueles com mais de 60 anos de idade, precisam passar por avaliações médicas e psicológicas obrigatórias. O objetivo é verificar se o motorista mantém as condições físicas e mentais necessárias para dirigir sem colocar a própria vida e a de terceiros em risco.
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O procedimento é realizado presencialmente pelo Detran e inclui exames que analisam reflexos, cognição e possíveis limitações. Caso sejam identificados problemas relevantes, o condutor pode ser considerado inapto, seja de forma temporária ou definitiva.
A exigência tem respaldo nas normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), principalmente na Resolução nº 927/2022, que estabelece critérios detalhados para essa análise.
Entre os principais fatores que podem impedir a renovação da CNH estão doenças que afetam diretamente a capacidade de direção. Problemas neurológicos como Alzheimer, Parkinson, epilepsia não controlada e sequelas de AVC estão na lista, já que prejudicam coordenação e raciocínio.
Também entram nessa relação distúrbios visuais e auditivos, como catarata em estágio avançado, glaucoma, retinopatia diabética e perdas sensoriais severas que não podem ser corrigidas.
Doenças cardíacas, incluindo arritmias graves, insuficiência cardíaca e casos recentes de infarto, são outro ponto de atenção, principalmente quando há risco de desmaios ou mal súbito ao volante.
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Além disso, transtornos mentais e cognitivos, como demência, podem comprometer habilidades essenciais, como atenção e tomada de decisão. Condições crônicas como diabetes e hipertensão também são avaliadas, especialmente quando estão descontroladas e associadas a complicações. A apneia do sono em estágio avançado, que causa sonolência excessiva durante o dia, também pode ser um fator impeditivo.
Apesar da lista, a decisão não é automática. Cada caso é analisado individualmente, levando em conta o controle da doença, o histórico clínico e o impacto real na condução. O foco principal é garantir a segurança no trânsito para todos.
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