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PROTEÇÃO DE DADOS

STF revela nomes de servidores investigados por vazamento de dados

Servidores da Receita Federal são alvo de operação autorizada por Alexandre de Moraes após suspeitas de acesso ilegal a informações fiscais de autoridades.

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Imagem ilustrativa da notícia STF revela nomes de servidores investigados por vazamento de dados camera Sob investigação do STF e da Polícia Federal, servidores públicos são suspeitos de acessar e vazar ilegalmente dados fiscais de autoridades e familiares de ministros. | Fábio Rodrigues-Pozzebom/Ag.Brasil

Em tempos nos quais a proteção de dados se tornou uma das fronteiras mais sensíveis do Estado moderno, o sigilo institucional passou a ser não apenas uma garantia legal, mas também um termômetro da própria estabilidade democrática. Quando esse pacto é rompido dentro das engrenagens do serviço público, o que está em jogo deixa de ser apenas a conduta individual e passa a envolver a credibilidade de todo o sistema.

Foi nesse cenário de preocupação crescente que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar públicos, nesta terça-feira (17), os nomes de quatro servidores investigados sob suspeita de participação em um esquema de vazamento de dados fiscais de autoridades, incluindo familiares de ministros da Corte. A ação faz parte de uma ofensiva conduzida pela Polícia Federal (PF), com foco em acessos considerados irregulares a sistemas protegidos.

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Os investigados são:

  • Luiz Antônio Martins Nunes, técnico do Serpro lotado na Receita no Rio de Janeiro;
  • Luciano Pery Santos Nascimento, técnico do Seguro Social em Salvador;
  • Ruth Machado dos Santos, também técnica do Seguro Social, em Santos (SP);
  • Ricardo Mansano de Moraes, auditor-fiscal da Receita Federal em São José do Rio Preto (SP).

Todos possuem longa trajetória no serviço público, com ingressos que remontam às décadas de 1980 e 1990.

ACESSO DE DADOS FISCAIS SEM AUTORIZAÇÃO

A operação, realizada em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, após solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR). As investigações indicam que dados fiscais protegidos teriam sido acessados sem autorização, entre eles os da esposa do próprio ministro, Viviane Barci de Moraes, e também os do filho de outro integrante do Supremo.

As apurações integram o chamado inquérito das fake news, que investiga a existência de estruturas organizadas para atacar ministros e instituições nas redes sociais.

SERVIDORES FORAM AFASTADOS

Como parte das medidas cautelares impostas, os quatro servidores foram afastados de suas funções públicas, tiveram o acesso a sistemas governamentais bloqueado e passaram a usar tornozeleira eletrônica. Também estão proibidos de deixar o país, tiveram os passaportes recolhidos e não podem frequentar repartições da Receita ou do Serpro.

Além disso, Moraes determinou que a Receita realize um pente-fino completo em seus sistemas para identificar qualquer consulta relacionada aos atuais ministros do STF e seus familiares. O relatório com os resultados deve ser entregue após o Carnaval.

POSICIONAMENTO DA POLÍCIA FEDERAL

A Polícia Federal agora busca esclarecer se os acessos ilegais tinham como objetivo a comercialização das informações ou sua utilização em campanhas coordenadas de ataques.

Em nota, a Receita Federal afirmou que não tolera desvios de conduta e destacou que todos os acessos aos seus sistemas são rastreáveis, o que permite identificar, auditar e punir eventuais violações, inclusive na esfera criminal.

O caso aprofunda a crise de confiança em torno da segurança de dados dentro do próprio Estado e coloca sob escrutínio servidores que, até então, ocupavam funções estratégicas em um dos pilares mais sensíveis da administração pública brasileira.

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