O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanhou o desfile da Acadêmicos de Niterói e de outras escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro na Marquês de Sapucaí, no domingo (15/2). A homenagem à trajetória do presidente, registrada no samba-enredo, gerou críticas de partidos de oposição, que apontam propaganda eleitoral antecipada e uso de dinheiro público.
Em postagem nas redes sociais, Lula descreveu a noite como “inesquecível” e agradeceu às escolas. O desfile incluiu referências a adversários políticos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), representado como palhaço e com tornozeleira eletrônica.
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Antes do evento, a oposição acionou a Justiça para tentar impedir a homenagem. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou duas liminares, alegando ausência de elementos concretos de propaganda antecipada. Após o desfile, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o Partido Novo prometeram novas medidas judiciais, incluindo pedido de inelegibilidade. O PL acusou o desfile de configurar “ilícitos eleitorais”.
O Planalto informou que não houve irregularidades e destacou que recursos do governo federal, por meio da Embratur, são repassados para a Liesa, entidade que organiza o Carnaval, não diretamente para as escolas. Cada escola recebeu R$ 1 milhão para apoiar o evento, considerado cultural e turístico.
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Outro ponto de críticas foi a ala “neoconservadores em conserva”, que retratava famílias tradicionais e simbolizava opositores, incluindo grupos evangélicos. Lideranças governistas, como o ministro Guilherme Boulos (PSol-SP), defenderam o desfile e criticaram a oposição.
O caso segue repercutindo na imprensa e nas redes sociais, com debates sobre limites entre eventos culturais, homenagem e propaganda política.
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