Um novo capítulo começa a ser escrito na história das Forças Armadas brasileiras. A partir desta segunda-feira (2), o Exército Brasileiro dá início a um processo inédito que amplia a presença feminina na base da tropa e sinaliza mudanças estruturais no perfil do serviço militar no país.
O Comando Militar do Leste (CML) iniciou a primeira etapa presencial do serviço militar feminino, com a incorporação inicial de 159 mulheres no estado do Rio de Janeiro. As candidatas participam de um processo que envolve análise de documentos, avaliações médicas e entrevistas, marcando o início da seleção prática das primeiras soldados mulheres do Exército Brasileiro.
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Além do Rio, o planejamento do CML inclui a incorporação de voluntárias em outras unidades da região Sudeste. Em Minas Gerais, estão previstas 37 vagas em Juiz de Fora e 26 em Belo Horizonte. As recrutas serão destinadas, inicialmente, a áreas como saúde, ensino e apoio administrativo.
O ingresso feminino ocorre de forma voluntária, diferente do modelo obrigatório aplicado aos homens. As jovens aptas, nascidas em 2007, puderam optar pelo alistamento sem risco de penalidades em caso de desistência. No entanto, após a incorporação oficial, o vínculo passa a ser obrigatório, seguindo as regras do serviço militar.
No Rio de Janeiro, parte do processo acontece no Palácio Duque de Caxias, sede histórica do Comando Militar do Leste, onde são realizados os procedimentos administrativos iniciais e as avaliações de saúde.
O Exército afirma que o processo segue critérios de igualdade, garantindo às mulheres os mesmos direitos, deveres e benefícios concedidos aos soldados homens, incluindo remuneração, assistência médica, alimentação e contagem de tempo de serviço, além da licença-maternidade.
A iniciativa amplia uma presença feminina que já existe em diferentes áreas da instituição. Atualmente, mulheres atuam como oficiais e praças em funções operacionais, administrativas, médicas e também em cargos de chefia e comando.
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A expectativa da corporação é que, a partir de 2026, haja mulheres em todos os níveis da carreira militar, incluindo a graduação de soldado. A incorporação feminina é tratada internamente como um passo estratégico para modernizar a força e fortalecer a diversidade dentro das fileiras, alinhando o Exército Brasileiro a práticas já adotadas por forças armadas de outros países.
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