Incêndios em unidades hospitalares costumam estar associados a falhas elétricas, problemas em sistemas de caldeiras, superaquecimento de equipamentos ou deficiências na manutenção predial. Em ambientes complexos como hospitais, qualquer princípio de fogo exige resposta imediata para proteger pacientes e profissionais, além de evitar a propagação das chamas em áreas críticas.
Um incêndio atingiu o prédio do Instituto do Coração (InCor), no Jardim Paulista, região central de São Paulo, nesta sexta-feira (30), provocando a evacuação de pacientes e a mobilização de equipes de emergência. Segundo informações preliminares, o fogo teve início na área da caldeira da unidade, localizada na Rua Dr. Enéas de Carvalho de Aguiar.
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A ocorrência gerou intensa movimentação de funcionários, médicos e socorristas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram uma grande quantidade de fumaça escura saindo do prédio, o que levou à retirada imediata de pacientes, incluindo aqueles em estado grave e que necessitam de ventilação mecânica.
Os pacientes removidos foram direcionados prioritariamente para áreas consideradas seguras dentro do próprio complexo do Hospital das Clínicas da USP, ao qual o InCor é vinculado, garantindo a continuidade do atendimento médico sem interrupções.
Em entrevista à rádio BandNews FM, o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, explicou que o incêndio teve origem no segundo subsolo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), na região das caldeiras. “Não há vítimas, e os pacientes seguem recebendo atendimento normalmente. O Corpo de Bombeiros informou que o incêndio está sob controle”, afirmou.
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O Corpo de Bombeiros atua com uma operação reforçada para conter totalmente as chamas e impedir que o fogo se espalhe para outros prédios do complexo, referência nacional em cardiologia. Pelo menos sete viaturas foram enviadas ao local. Até o fechamento desta matéria, não havia registro de feridos ou mortes.
O episódio também reacende o alerta sobre a infraestrutura do InCor. A unidade já registrou outros princípios de incêndio em 2019 e 2023, levantando questionamentos sobre a necessidade de revisões constantes nos sistemas de segurança e prevenção contra incêndios.
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