O Clube do Remo terá de desembolsar aproximadamente R$ 1,2 milhão pelo encerramento do contrato com o técnico Léo Condé. O valor foi definido em acordo entre as partes e será pago de forma parcelada. Segundo o presidente azulino, Antônio Carlos Teixeira, o clube já quitou a primeira parcela da indenização. O assunto foi abordado pelo dirigente no programa Jogo Aberto PA, da RBATV, nesta quarta-feira (30).
Tonhão reconheceu que o valor da rescisão é significativo, mas negou que uma eventual venda de jogadores tenha como objetivo específico ajudar o clube a quitar a dívida com o treinador. “A questão do Léo Condé realmente é uma multa que não foi pequena, mas não será por isso que iremos vender algum jogador”, afirmou.
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Segundo o presidente, o valor do acordo não envolve apenas a multa prevista no contrato. Encargos sociais também foram considerados e contribuíram para elevar o montante final. “Já tivemos vários sucessos e acessos nessa administração, mas o que eu já paguei de indenização para treinador não foi brincadeira”, declarou.
Tonhão explicou ainda que a saída de Condé ocorreu por uma decisão do clube e que o acordo financeiro já está em andamento. “O Léo foi uma situação em que tivemos a necessidade de trocá-lo e também tem estabelecido não só a multa contratual, mas também os encargos sociais, e isso eleva um pouco o valor. Já fizemos um acordo, já pagamos a primeira parcela”, disse.
ATENÇÃO!
— Magno Fernandes (@Cf27Magno) September 30, 2026
Durante sua participação hoje no programa Jogo Aberto, na RBATV, o presidente Tonhão esclareceu detalhes sobre eventual venda de Picco ou Jajá.
"Não será por esse motivo (pagar indenização ao Leão Condé) que o @ClubeDoRemo irá se desfazer de algum jogador", disse… pic.twitter.com/kaMXpEM6AL
Venda de ativos do clube
O dirigente voltou a reforçar que o Remo pode negociar jogadores, mas que uma eventual transferência não estará vinculada diretamente ao pagamento da rescisão de Léo Condé. “Não será por esse motivo — de pagar indenização do Léo Condé — que o Remo irá se desfazer de algum jogador. Pode até acontecer, mas não por isso”, afirmou.
Indenização chega perto de R$ 1,2 milhão
O valor da rescisão corresponde a aproximadamente dois salários de Léo Condé. O treinador recebia cerca de R$ 600 mil por mês no Remo, o que coloca a indenização em torno de R$ 1,2 milhão. A quantia final, porém, não é exatamente esse valor, devido às frações e aos encargos incluídos no acordo firmado entre as partes.
Condé chegou ao Remo durante a temporada e deixou o cargo após uma sequência de resultados que colocou a equipe em situação delicada no Campeonato Brasileiro. Ao todo, comandou o Leão em 30 partidas, com oito vitórias, sete empates e 15 derrotas. Nesse período, o Remo marcou 33 gols e sofreu 43. Pela Série A, foram 23 jogos, com cinco vitórias, cinco empates e 13 derrotas.
Clube avalia elenco para 2027
A discussão sobre possíveis vendas acontece enquanto o Remo já trabalha no planejamento da próxima temporada. No início da semana, o repórter Nelson Torres informou que o clube poderá negociar Jajá, Picco ou até os dois jogadores para fortalecer o caixa visando 2027. A avaliação também considera o impacto da folha salarial.
Os três atacantes - segundo informado pelo repórter - representam, segundo as informações divulgadas, um custo de aproximadamente R$ 1,1 milhão na Série B. Apesar da possibilidade de mudanças no elenco, Tonhão reforçou que uma eventual venda não será feita especificamente para compensar o valor pago pela rescisão de Léo Condé.
Carpini assume o Remo
Após a saída de Léo Condé, Thiago Carpini assumiu o comando do Remo para a sequência do Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso do Leão será contra o Grêmio, no Mangueirão. Paralelamente à reta final da temporada, a diretoria trabalha na definição do elenco e no planejamento financeiro para 2027.
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