O Clube do Remo entra em campo nesta segunda-feira (14), diante do Bahia, na Arena Fonte Nova, em Salvador, carregando a pressão de quem tenta deixar a zona de rebaixamento da Série A do Campeonato Brasileiro após 20 rodadas consecutivas entre os quatro últimos colocados. A situação do Leão Azul é bastante delicada.
Restam 12 rodadas para o fim da competição, contando com o confronto desta noite, e o time paraense precisa iniciar uma reação imediata para evitar que a permanência na Série A fique cada vez mais distante. Durante boa parte do campeonato, o Remo conseguiu se manter próximo dos concorrentes diretos e alimentava a esperança de deixar o Z4 com uma sequência positiva.
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Agora, porém, os adversários começaram a somar pontos, e a distância para a primeira equipe fora da zona de rebaixamento aumentou para cinco pontos. Por isso, mesmo uma vitória contra o Bahia não seria suficiente para tirar o Remo da zona de perigo. O resultado positivo, no entanto, pode representar um importante passo para diminuir a diferença e recolocar o time na briga pela permanência.
Se a situação na tabela preocupa, o histórico recente do confronto traz um motivo para o torcedor azulino acreditar em uma reação. O Bahia é justamente o adversário que o Remo mais enfrentou e venceu na temporada. Foram três partidas em 2026, com três vitórias do Leão Azul, sendo duas pela Copa do Brasil e uma pelo Campeonato Brasileiro.
O cenário atual, entretanto, é completamente diferente.
Enquanto o Remo tenta escapar do rebaixamento, o Bahia ocupa a quinta colocação da Série A e atravessa uma sequência positiva. O Tricolor baiano não perde há dez partidas, marca que representa a maior série de invencibilidade do clube desde a chegada do técnico Rogério Ceni. O Remo, por outro lado, não sabe o que é vencer desde 26 de julho.
São seis rodadas sem conquistar três pontos no Campeonato Brasileiro, além de outras duas partidas pela Copa do Brasil. O desafio, portanto, será transformar o retrospecto positivo da temporada em resultado justamente no momento de maior necessidade.
Desfalques no Leão
Para o confronto em Salvador, o técnico Léo Condé terá três desfalques. O principal deles é o lateral-direito Marcelinho, titular absoluto e um dos destaques do Remo na competição. O jogador recebeu o terceiro cartão amarelo e terá de cumprir suspensão automática. O volante Edson Fernando também está fora. Ele foi expulso na partida contra o Flamengo e não poderá ser relacionado.
Outro desfalque é o lateral-esquerdo Mayk. O jogador sofreu uma lesão na panturrilha direita e não viajou com o grupo. A nova contusão acontece pouco tempo depois de Mayk retornar aos gramados. Em agosto, o lateral havia ficado afastado por causa de uma lesão na coxa esquerda, sofrida durante a partida contra o Atlético-MG.
Ataque deve passar por mudanças
Com a ausência de Marcelinho, Léo Condé também precisará modificar o desenho ofensivo da equipe. A parceria pelo lado direito entre Marcelinho e Yago Pikachu não estará disponível, o que deve provocar mudanças no setor. Jajá deve retornar à equipe titular, enquanto Gabriel Taliari tende a atuar mais centralizado. Galeano, por sua vez, aparece como opção para ocupar a ponta direita.
Pressão aumenta na reta final
Com apenas 12 rodadas restantes, cada ponto passa a ter peso ainda maior para o Remo. A equipe permaneceu 20 rodadas dentro do Z4 e viu a margem para os concorrentes aumentar justamente na reta final da competição. O confronto contra o Bahia representa, portanto, mais do que a tentativa de manter um retrospecto perfeito diante do Tricolor em 2026.
É uma oportunidade para o Leão Azul interromper a sequência sem vitórias e iniciar uma reação antes que a distância para os adversários se torne ainda mais difícil de ser recuperada. Na Fonte Nova, o Remo terá pela frente um Bahia embalado e invicto há dez jogos, mas também contará com um retrospecto recente que joga a seu favor. Para o Leão, vencer deixou de ser apenas uma possibilidade: tornou-se uma necessidade na luta para permanecer na elite do futebol brasileiro.
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